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Seis princípios ágeis que se aplicam a tudo

Embora as metodologias ágeis tenham sido originalmente desenvolvidas para o mundo do software, elas se aplicam a quase todas as outras áreas de um organização. Colaboração, comunicação aberta, confiança, independência, eficiência e entrega contínua são a base do ágil e podem trazer um impacto positivo duradouro para quase qualquer departamento empresarial.

Durante a conferência Agile Alliance 2015, em Washington (EUA), Tim Ottinger, consultor sênior na Logic Industrial, apontou seis princípios ágeis que você pode usar em qualquer lugar.

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1 – Às vezes o trabalho não se parece com trabalho
Um equívoco comum sobre ágil é que a metodologia ignora muitos aspectos de planejamento e processo. O importante é entender que, muitas vezes, esses processos ocorrem simultaneamente enquanto as tarefas estão sendo realizadas.

“O trabalho está na reflexão, nas trocas ou mesmo em interações simples com outros membros da equipe. Tudo isso é parte do trabalho. Às vezes, as melhores ideias e soluções não vêm um método rigoroso e constante, da codificação intensa sem olhar para os lados. Não são os dedos no teclado que contam, mas as cabeças no jogo”, afirma o especialista.

2 – Entregar valor rápido e de forma constante
Agile é sobre entregar valor para as partes interessadas muito cedo e muitas vezes, usando uma progressão simples de passos: planejar, desenvolver, finalizar, testar e lançar. Em seguida, repita essa ordem de procedimentos. A chave é fazer isso em curtos espaços de tempo (sprint) para, em seguida, promover ajustes incrementais com base no feedback dos usuários.

“As limitações de tempo dentro do desenvolvimento ágil reduzem a probabilidade de acidentes, problemas, erros e má direção. É algo que limita nossa exposição. Como uma equipe de produto, nós não sabemos o que as pessoas realmente vão gostar ou o que vão usar de fato, porque essas pessoas mudam de ideia o tempo todo. Então, você tem que apresentar o material aos usuários o mais cedo e com evoluções o mais rápido possível para que eles possam dizer ‘sim’, ‘não’ ou ‘está quase lá’. Você vai decepcioná-los repetidamente (mas de forma controlada ao longo de alguns meses) até que realmente entregará algo que lhes fará felizes”, ilustra Ottinger.

3 – Abraçar o caos (por partes)
Se as equipes estão sobrecarregadas com o tamanho e o alcance dos projetos, comece a picotar as iniciativas. Fatie e pique o trabalho em pedaços menores que possam ser realizados dentro dos limites de um sprint. Mantenha esse fatiamento até que a tarefa possa ser gerenciada e distribuída com base nos pontos fortes das equipes que irão executá-las. Este é o lugar onde o serviço pesado de planejamento up-front se apresenta. Certifique-se, então, que os imperativos de negócio são claramente definidos e determinados antes de começar a desenvolver o trabalho.

4 -Concentrar-se na capacidade, não na velocidade
Outro equívoco comum sobre ágil é que a metodologia pode aumentar a velocidade de uma equipe de desenvolvimento produto. Enquanto isso é verdade em certo sentido, não é sempre o caso; em vez disso, o que geralmente acontece é que uma equipe aumenta a sua capacidade de produzir produtos viáveis, o que resulta em maior velocidade.

Ottinger observa que capacidade e velocidade é uma consequência e não uma escolha. Capacidade mostra o quanto pode ser feito em um determinado período sem estressar demais os times. Os líderes empresariais precisam descobrir sempre quantos recursos são necessários para executar uma tarefa dentro de um prazo ou como acomodar projetos em tempo de acordo com recursos limitados.

“A velha escola de pensamento era que para aumentar a velocidade você deve aumentar o esforço. Apare as arestas e arrisque. Mas, muitas vezes, essa inclinação acabou em falhas ou produtos de má qualidade. Dá para aumentar a capacidade usando métodos ágeis para desenvolver habilidades, aumentar o conhecimento, melhorar os instrumentos, trabalhar partes de forma eficiente, reduzir as ineficiências e o desperdício – e que ajuda organizações a se moverem mais rapidamente”, comenta o especialista.

5 – A constância terrível
Como você responde a pergunta inevitável: “Quando o projeto será finalizado?”. A resposta é: “Nunca”. Isso é o que se convencionou chamar de constância terrível – especialmente no mundo do software, onde o termo “concluído” é um conceito fluido, permeado por constantes atualizações, patches, correções de bugs e alterações de requerimentos. O trabalho, portanto, deve ser constante.

5 – Métodos ágeis são empíricos
“Aprendemos a fazer o trabalho fazendo o trabalho. Não existe um caminho certo e é preciso achar formas mais adequadas que se encaixem no perfil de sua organização. É preciso encontrar uma maneira própria. Porém Agile mostrará para você que a prevenção é melhor que a correção”, conclui Ottinger.

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cristina.deluca
11 anos ago

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