Um morador de São Paulo enxerga os riscos de uma cidade grande de forma diferente àquela encarada por um habitante de Búzios, no Rio de Janeiro, independente dos possíveis eventos a que se exponham. Esta avaliação tem início com uma visão pessoal das probabilidades de ocorrência do evento, de acordo com a experiência e vivência de cada um.
Assim, gostaria de comentar alguns aspectos da questão “segurança”, que os profissionais conhecem, mas geralmente não consideram importantes, quando vão se apresentar a seus clientes:
1- Segurança, atualmente, é mais do que uma questão de necessidade. É requisito fundamental para quem deseja oferecer confiabilidade. A falta de conhecimento do assunto é o maior obstáculo para a implementação de um ambiente protegido, apesar da área de Tecnologia de Informação (TI) estar se tornando um componente cada vez mais essencial para o funcionamento das empresas.
Uma política de segurança eficiente e eficaz, por exemplo, reduz drasticamente custos operacionais, evitando alguns gastos administrativos, ao mesmo tempo em que permite ampliar o gerenciamento e controle interno de recursos.
2- Diferencial de mercado. Quando anunciamos que nossa empresa utiliza uma política de segurança, valorizamos nosso produto, que agrega ganho de produtividade e padronização. Um dos principais motivos das grandes empresas contratarem mais de um fornecedor é garantir o fluxo de fornecimento de insumos, independente de eventuais problemas que surjam nas empresas.
Quando implementamos um Plano de Continuidadde de Negócios, por exemplo, asseguramos ao cliente a oferta de uma quantidade mínima de produtos (ou serviços), sem queda de qualidade, indepentendemente da ocorrência de eventos. Nosso concorrente pode fazer isto?
3- Redução de custos. De acordo com dados levantados pelo FBI, 223 empresas norte-americanas perderam aproximadamente US$ 456 milhões em 2002. Não estamos falando apenas de segurança de dados e informações. E sim de negócios que foram interrompidos e perdidos, por conta de paradas acarretadas por fatores que poderiam ser evitados ou, na pior das hipóteses, terem seus impactos minimizados.
O índice de incidentes reportados cresce mais de 100% ao ano (nos EUA), sem considerar aqueles que deixam de ser informados por conta da preocupação com a imagem da empresa. Eu mesmo tenho conhecimento de dois bancos, uma administradora de cartões e uma companhia aérea, que sofreram perdas por conta de fraudes que poderiam ter sido evitadas se tivessem um programa mínimo de segurança e continuidade de negócios, mas que ocultaram o fato dos próprios funcionários. A ação tinha de ser invertida, com investimento em projetos de segurança, para projetar a imagem de solidez.
4- Estratégia e Tática. O corpo executivo das empresas devem considerar a Segurança como um requisito estratégico de negócio, orientado para resultados financeiros. Segurança não é uma variável estática. Por meio de um projeto de segurança bem planejado, uma empresa pode aumentar seu volume de vendas, pelo simples fato de melhor definir a utilização de seus recursos no escopo da sua Política de Segurança.
Trabalha-se menos, produzindo-se mais. Uma venda de cartão de crédito tem uma margem de cinco segundos para ser realizada. Se o dono do cartão esperar mais do que isso, ele provavelmente irá perguntar se o lojista trabalha com outro.
5- Ganho de vantagens competitivas. As empresas devem abrir seus olhos para a possibilidade de aproveitar as vantagens decorrentes da mudança nos objetivos de implementação de projetos de segurança. Confidencialidade, disponibilidade e integridade não deveriam ser vistas como vantagens ou objetivos decorrentes da segurança nos negócios. As vantagens se refletem no aumento da receita, queda de despesa e de ociosidade, tornando os processos mais rentáveis.
6- Todo processo de venda é resultante da conquista da confiança do cliente. Confiança e credibilidade só se alcançam com segurança no que se faz. Acredito que as empresas devam mudar sua visão da segurança corporativa, embutindo-a no aspecto estratégico e tático, de acordo com um direcionamento comercial. Isto poderá agregar novos diferenciais competitivos, em um leque de opções que deixaram de ser vantagem, para se tornar obrigação (ética, qualidade, preço e agilidade).
Por isso, os segmentos financeiro e de telecomunicações são os que mais investem neste tipo de projetos. Ou você se arriscaria a ficar falando em um telefone que pode ficar mudo de uma hora para outra. Ou ainda, depositar seu dinheiro em um banco que pode ficar sem saber seu saldo?
A Snowflake anunciou os resultados financeiros do primeiro trimestre do ano fiscal de 2027, encerrado…
A Comissão Europeia determinou que a Meta reestabeleça o acesso de assistentes de inteligência artificial…
As negociações com as ações da SpaceX têm início nesta quinta-feira, 12, em uma oferta…
A ascensão dos agentes de inteligência artificial (IA) está criando uma oportunidade para plataformas de…
Continuam abertas as inscrições para o prêmio Executivo de TI do Ano 2026. A iniciativa,…
A Meta anunciou um investimento de US$ 115 milhões para criar um programa de capacitação…