ScarletStealer: Brasil é segundo principal alvo de malware que rouba criptomoedas

Relatório da Kaspersky identificou mais de 120 instâncias do ScarletStealer no Brasil

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Imagem sombria com um laptop em foco e um símbolo de alerta vermelho no centro, representando uma ameaça digital. Há uma sobreposição de gráficos digitais abstratos em vermelho, sugerindo atividades cibernéticas ou ataques de malware. As mãos de uma pessoa digitando no teclado são visíveis ao fundo, enfatizando o risco de segurança online (malwares, ScarletStealer, Eset)
Imagem: Shutterstock — Foto: Imagem: Shutterstock

O Brasil é o segundo país mais atacado do mundo pelo malware ScarletStealer, que tem carteiras digitais como seu principal alvo. A informação é de um novo relatório da Equipe Global de Pesquisa e Análise (GReAT), da Kaspersky, que identificou o malware em mais de 120 instâncias no Brasil, o que coloca o país atrás apenas da China em volume de ataques.

De acordo com a empresa, o malware atua em dois estágios: o primeiro é feito logo após a infecção inicial, e toma a forma de um escaneamento do sistema para identificar determinadas estruturas de pastas que indicam a existência de carteiras digitais – que é o foco desse malware. Caso sejam encontradas, o próprio malware baixa um segundo módulo que será responsável por realizar o roubo das criptomoedas.

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Ainda segundo o time de pesquisadores, apesar da efetividade, o malware é “subdesenvolvido” em termos de funcionalidade e contém muitos erros, falhas e códigos redundantes. Um exemplo de redundância é a criação de chaves de registros para execução automática do próprio programa malicioso – assim a infecção é refeita sem a necessidade de uma nova ação do criminoso. Apesar de suas deficiências, as vítimas do ScarletStealer se estendem por todo o mundo, com concentrações na China, Brasil, Turquia e Estados Unidos.

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Fabio Assolini, diretor da Equipe Global de Pesquisa e Análise da Kaspersky para a América Latina, pontua que o avanço deste tipo de ataque, classificado como “stealer”, serve como um lembrete da demanda do submundo do crime por ferramentas que facilitam o roubo de dados. “Com o potencial de consequências terríveis, como perdas financeiras e violações de privacidade, é importante que indivíduos e organizações permaneçam vigilantes e adotem medidas proativas de cibersegurança”, afirma.

O relatório também identificou outros dois malware na região: o Acrid, que rouba dados do navegador, carteiras locais de criptomoedas, arquivos específicos e credenciais de aplicativos instalados; e o Sys01, stealer relativamente desconhecido que tem como vetor de infecção arquivos ZIP maliciosos disfarçados de conteúdo adulto, distribuídos por meio de uma página do Facebook.

Para evitar estes ataques, o especialista recomenda utilizar proteções de carteira crypto, como autenticação de dois fatores, transações de criptomoedas separadas de contas pessoais, atualizações automáticas e um antivírus de qualidade.

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