Reduzir os gastos com telefone é algo que todo gestor persegue. Seja pela utilização adequada dos planos ofertados pelas operadoras ou pela reeducação do funcionário para que não faça muitas ligações pessoais. No caso da San Antonio Internacional, companhia que fornece soluções de perfuração e serviços para a indústria de petróleo e gás, a adoção de um sistema para gerir as faturas telefônicas tem surtido efeito interessante. E o melhor: com investimento baixo.
Pelos cálculos do gerente de telecom da San Antonio para América Latina, Wagner Basso, a economia é de, em média, 40%. Ele exemplifica dizendo que, no escritório de São Paulo, as despesas com telefonia móvel caiu de R$ 40 mil para algo em torno de R$ 22 mil. ?Claro que boa parte da economia foi de renegociação com a Vivo, mas o restante é da conscientização do usuário.?
Essa conscientização mencionada pelo executivo foi propiciada pelo envio mensal de fatura personalizada por usuário, contendo números para os quais ligou, duração e custo de cada chamada. É como se, sabendo que é feito um controle mais efetivo do serviço, o funcionário passasse a policiar-se no uso do telefone.
Para gerenciar as contas de diversas prestadoras e ter essas faturas personalizadas, inclusive por centro de custo, Basso contratou o Sistema de Gestão de Telecomunicação (SGTC) da TeleGestão. Ele conta que chegou à companhia por meio de uma pesquisa no Google. ?Eu buscava uma empresa para gerir nossos serviços de telecom. A San Antonio é resultado de uma junção de empresas, uma companhia grande que comprou várias pequenas. Eu tinha vários tipos de contas. Tipo telefonia fixa com a Oi e móvel com a TIM e isso em toda a América Latina, queríamos centralizar isso de forma eletrônica?, explica.
Após fechar o contrato ? ele paga R$ 15 mil por mês pelo serviço e nada mais -, a TeleGestão passou a receber as contas eletrônicas e, quando a operadora não envia por e-mail, um consultor da prestadora entra no site da telco e puxa o dado manualmente. Essas informações são tratadas, colocadas num banco de dados e, a partir desse processo, se gera as contas personalizadas. Além disso, como lembra o gerente, eles fazem análises por tarifa, o que acaba gerando outro tipo de economia quando existe cobrança indevida.
?No Brasil temos BlackBerry e existem dois tipos de planos o BES, de cerca de R$ 300,00 por mês, e o BIS, de R$ 69,90 por mês. Nós temos o BIS e, por sete meses, a operadora nos cobrou pelo BES. Só com isso recuperamos mais de R$ 80 mil?, aponta Basso.
O sistema fica em um servidor da TeleGestão alocado para a San Antonio. A equipe de TI do cliente nem acessa o sistema. Todo o trabalho fica com a prestadora. Embora seja locado, o servidor está na sede da San Antonio. As informações colhidas durante o processo ficam num banco de dados da provedora, mas há um backup diário feito pelo contratante.
O serviço está em uso no Brasil desde o início deste ano e há um trabalho de implantação em outros países onde a San Antonio atua. Na Venezuela a operação já foi concluída e, neste momento, os esforços estão na Argentina e no Peru. O único ponto negativo na visão de Basso ? e isso não está relacionado à TeleGestão ou à San Antonio ? é o fato de a operadora enviar a conta em papel e só depois de uns 20 dias disponibilizar eletronicamente, fazendo com que o rateio ocorra sempre um mês depois.
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