All Rights ReservedView Non-AMP Version
IT Forum
  • Homepage
  • Plataformas
Notícias

Samsung sobe no ranking de celular no Brasil e fica em 2º lugar

Um levantamento sobre o mercado de varejo de celulares no Brasil divulgado neste mês de agosto pela empresa de pesquisas Gartner aponta para uma reconfiguração do ranking dos maiores fornecedores, causada por uma combinação de preço e recursos desejados pelos compradores.

Um exemplo emblemático desse rearranjo do mercado é a Samsung. No segundo trimestre encerrado em junho, a fabricante coreana saltou da terceira para a segunda posição no ranking de vendas no varejo, com 24,2% do mercado – em 2009, o índice era de 17,8%.

As melhores notícias de tecnologia B2B
Acompanhe todas as novidades diretamente na sua caixa de entrada

Em smartphones, então, a ascensão foi ainda maior. De 1,3% no segundo trimestre de 2009, a Samsung abocanhou 4,2% no mesmo período de 2010, saltando do décimo para o quinto lugar no ranking em um ano.

“A Samsung vem crescendo muito bem no Brasil, por duas grandes razões: a queda da Motorola, que tem ocorrido em escala global, e o foco da Nokia em aparelhos sofisticados (high end)”, explicou Nguyen.

De fato, a Motorola viu sua fatia de mercado no varejo brasileiro cair de 15,5% no segundo trimestre de 2009 para 8,3% no mesmo período em 2010. Em smartphones, contudo, a situação melhora: de 4,4% mercado no segundo trimestre de 2009, a empresa saltou para 8,4% em 2010.

“Eles estão melhores agora”, analisa Nguyen. “A Motorola vendeu muitos smartphones Android no segundo trimestre.” No Brasil, segundo a Gartner, a empresa vendeu 89,5 mil smartphones no segundo trimestre de 2010; no mesmo trimestre de 2009, as vendas foram de 27,9 mil.

Samsung
Para o analista, a Samsung tem se beneficiado de um movimento iniciado pelos usuários de aparelhos mais simples, que buscam trocá-los por outros melhores.

“Muitas pessoas que utilizavam aparelhos básicos (low end) começam a querer aparelhos mais sofisticados, com Wi-Fi e Internet, e a Samsung tem esses modelos para oferecer, a preços melhores”, considera.

O analista destaca que o sucesso da Samsung pode ser ainda maior depois que lançar, no Brasil, aparelhos com o sistema móvel Android, da Google. Isso, segundo ele, deverá ocorrer ainda neste trimestre.

Já a Nokia não ganha mais mercado no País porque já é muito grande, diz Nguyen. “Eles são fortes no Brasil tanto em mercado como em marca”, considera.

A fabricante finlandesa encerrou o segundo trimestre de 2010 com 32,8% do mercado de celulares nas vendas em varejo. Em smartphones, a fatia é ainda maior: 54,4%. Nos dois rankings, ela aparece em primeiro lugar.

Na comparação com 2009, o ganho de mercado em celulares parece pouco: apenas 1,4 ponto porcentual. Mas em números absolutos, de trimestre a trimestre, o crescimento foi de 16%, lembra o analista.

Apple
Quanto à Apple, Nguyen diz que a empresa pode ter chegado ao seu ponto máximo no mercado brasileiro. Isso explicaria a queda da Apple no Brasil – que saiu do primeiro lugar em smartphones no segundo trimestre de 2009, com 17,2% das vendas, para o terceiro lugar em 2010, com 8,5%.

“A Apple só tem aparelhos high end e concorre com fornecedores que têm modelos em todas as categorias. Poucas pessoas podem comprar um iPhone e as que podiam, já o têm”, avalia. “Não vejo mudanças nesse cenário a não ser que os preços dos aparelhos caiam.”

A Sony Ericsson também sofre com forte queda de participação no mercado local. No segundo trimestre de 2010, a empresa ficou em sexto lugar, com 2,6% do mercado. Em 2009, ela havia conquistado a quinta posição, com 6,5%. Em smartphones, a empresa encerrou o segundo trimestre em sétimo lugar, com 0,9% de mercado.

“O Brasil não é seu mercado mais forte”, salienta Nguyen, “ao contrário do México, onde estão bem”. “Eles estarão de volta, mas será difícil. Eles terão algum trabalho (para ganhar mercado).” A razão é a forte competição que enfrenta de empresas asiáticas, especialmente no mercado de aparelhos intermediários (mid tier).

Na opinião do analista, Apple e Sony compartilham de uma mesma característica: ambas não têm a experiência necessária para competir em mercados emergentes. “Não da forma que outros concorrentes têm”, ressalta.

Next Especial aplicativos: veja todas as reportagens »
Previous « Banda Larga: como superar preços altos e baixa capacidade
Leave a Comment
Share
Published by
Redação
16 anos ago

    Related Post

  • UE ordena que Meta reabra WhatsApp a chatbots rivais
  • IPO da SpaceX chega ao mercado como aposta de US$ 1,75 trilhão em IA, não em foguetes
  • IA muda jornada de compra e devolve relevância aos sites de avaliação B2B, diz Forrester

Recent Posts

  • Inovação

Snowflake registra crescimento de 33% na receita e eleva projeções para o ano fiscal de 2027

A Snowflake anunciou os resultados financeiros do primeiro trimestre do ano fiscal de 2027, encerrado…

9 horas ago
  • Notícias

UE ordena que Meta reabra WhatsApp a chatbots rivais

A Comissão Europeia determinou que a Meta reestabeleça o acesso de assistentes de inteligência artificial…

13 horas ago
  • Notícias

IPO da SpaceX chega ao mercado como aposta de US$ 1,75 trilhão em IA, não em foguetes

As negociações com as ações da SpaceX têm início nesta quinta-feira, 12, em uma oferta…

13 horas ago
  • Notícias

IA muda jornada de compra e devolve relevância aos sites de avaliação B2B, diz Forrester

A ascensão dos agentes de inteligência artificial (IA) está criando uma oportunidade para plataformas de…

14 horas ago
  • Notícias

Prêmio Executivo de TI do Ano 2026: conheça os critérios de avaliação

Continuam abertas as inscrições para o prêmio Executivo de TI do Ano 2026. A iniciativa,…

15 horas ago
  • Notícias

Meta cria programa de formação para técnicos de data centers em meio à expansão da infraestrutura de IA

A Meta anunciou um investimento de US$ 115 milhões para criar um programa de capacitação…

15 horas ago
All Rights ReservedView Non-AMP Version
  • L