Samsung não encontra trabalho infantil em fornecedor na China

A fabricante, no entantou, descobriu medidas de segurança inadequadas na fábrica e vai estabelecer mais auditorias.

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Samsung não encontra trabalho infantil em fornecedor na China

A Samsung afirmou nesta segunda-feira (3/9) que não encontrou empregados menores de idade na fábrica de um fornecedor na China. No entanto, identificou práticas inseguras e gestão inadequada e disse que vai estabelecer novas inspeções no local.

Os problemas apareceram quando a Samsung auditou a fabricante HEG Electronics, em Huizhou, depois que o grupo China Labor Watch disse ter encontrado sete trabalhadores menores de 16 anos na instalação durante uma investigação sigilosa realizada entre junho e julho deste ano. A lei chinesa proíbe a contratação de pessoas com menos de 16 anos, mas os fabricantes no país, muitas vezes, recrutam estagiários de escolas, de acordo com especialistas em trabalho.

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A Samsung informou que investigou todos os funcionários na fábrica, realizando verificações “cara a cara”, entrevistas com estudantes que atuam no fornecedor e revendo os registros de recursos humanos. A empresa não encontrou trabalhadores menores de idade, mas disse que sua auditoria foi limitada pela alta taxa de rotatividade da fábrica, que demite cerca de 30% da força de trabalho a cada mês.

Anteriormente, autoridades chinesas também disseram que não tinham encontrado nenhum trabalhador menor na fábrica. O China Labor Watch não pôde ser imediatamente contatado para comentar, mas no passado disse que os trabalhadores com menos de 16 anos usavam identidades falsas. A entidade também observou que a fábrica tentou eliminar os trabalhadores, depois que reportagens divulgaram o caso.

Um porta-voz da HEG Electronics disse em agosto que a companhia nunca contratou funcionários com idade inferior a 16 anos.

Apesar de não ter encontrado indícios de trabalho infantil, a Samsung disse que descobriu medidas de segurança e saúde inadequadas na fábrica, incluindo a falta de acesso a uma clínica médica. Também foram encontrados casos de empregados que trabalham além de nove horas por dia, o que ultrapassa os regulamentos locais, de acordo com a Samsung.

“A Samsung exigiu que a HEG imediatamente melhore suas condições de trabalho”, disse a empresa em comunicado. A fabricante também alertou que, “se a HEG não cumprir a política da Samsung de tolerância zero sobre o trabalho infantil, o contrato será imediatamente cortado.”

Para garantir que outros fornecedores da Samsung na China estejam em conformidade com as leis trabalhistas, a empresa disse que vai inspecionar seus 105 fornecedores locais que produzem exclusivamente produtos Samsung. As inspeções serão concluídas até o final de setembro, e serão realizadas por uma equipe de cerca de cem empregados da Samsung na China.

No final do ano, a Samsung também analisará a utilização de documentação para verificar se um adicional de 144 empresas fornecedoras na China estão em conformidade com as leis trabalhistas e políticas da companhia. A organização vai lançar inspecções no local se necessário, informou.

A organização também planeja contratar a Electronic Industry Citizenship Coalition para realizar inspecções de fornecedores na China. O trabalho, de acordo com a Samsung, terá início no próximo ano e caso irregularidades sejam encontradas, a fabricante vai rescindir o contrato se ações corretivas não forem tomadas.

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