Samsung entra em automação residencial com a aquisição da SmartThings

Entre os produtos da startup estão um aplicativo móvel para controle à distância e uma plataforma de software para conectar objetos domésticos

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Samsung entra em automação residencial com a aquisição da SmartThings

A Samsung concordou em comprar a SmartThings, uma startup de dois anos de idade que desenvolve software para conectar objetos da casa e controlá-los à distância, via smartphone. O negócio, anunciado na noite desta quinta-feira, 14/8, dá à Samsung uma posição sólida no crescente mercado de “Internet das coisas”.

“A SmartThings suporta um ecossistema aberto e crescente de desenvolvedores, que estão produzindo novos tipos de dispositivos conectados e aplicativos exclusivos na nuvem que mudam a forma como os objetos trabalham”, disse a Samsung em um comunicado de imprensa.

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Os termos financeiros da transação não foram divulgados, mas reportagem no site Re/code menciona algo próximo a 200 milhões de dólares. A Samsung não se manifestou.

Casa conectada

A SmartThings tem um aplicativo móvel para controlar uma variedade de dispositivos, bem como uma plataforma de software para desenvolvedores externos e fabricantes de sensores de automação residencial e aparelhos de uso doméstico.

A Samsung tornou-se ativa nesta área com seu sistema operacional móvel Tizen, projetado para permitir que os consumidores posam controlar utilitários e equipamentos com seus smartphones e outros dispositivos móveis. A aquisição deve ampliar os esforços da Samsung e expandir a plataforma SmartThings a mais parceiros e dispositivos.

A empresa vai operar de forma independente, comandada pelo atual CEO, Alex Hawkinson, mas deve mudar a sede de Washington, DC, para o Centro de Inovação da Samsung em Palo Alto, Califórnia, onde a Samsung trabalha em novos tipos aplicativos de software para seus hardware.

“A independência nos permitirá oferecer suporte a todos os principais fornecedores de smartphones, dispositivos e aplicações”, disse Hawkinson em um post no blog.

Mercado concorrido

A ideia por trás da chamada casa conectada é conectar sistemas de aquecimento, iluminação e aplicações como refrigeradores com a Internet para que eles possam ser usados de maneira mais eficiente e controlados remotamente. No processo, as empresas podem coletar mais dados sobre os hábitos das pessoas

No início deste ano, a Google anunciou a aquisição da Nest, a fabricante de termostatos inteligente, por US $ 3,2 bilhões. Recentemente a Nest anunciou a aquisição da Dropcam, produtora de câmeras WiFi que permitem às pessoas acompanharem o que se passa nas suas casas.

Não por acaso, a Internet das Coisas está no topo do Hype Cycle do Gartner. Pesquisa recente da PwC, ouvindo quase 1,5 mil executivos corporativos, indica que 20% das empresas estão investindo em sensores para Internet das Coisas, contra 17% do ano passado; 14% dos entrevistados disseram que os sensores serão de importância estratégica para suas empresas nos próximos três a cinco anos.

“De refrigeradores a vagas de estacionamento e casas, a IoT está trazendo bilhões de coisas para o mundo digital, o que vai fazer da IoT uma indústria trilionária por volta de 2020″, diz o sumário executivo do capítulo sobre IoT na sexta edição anual do estudo Digital IQ.

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