Salário de webdesigner brasileiro é a metade da média mundial

Já um programador no Reino Unido ganha até sete vezes mais. Pesquisa revela quanto ganha um freelancer em tecnologia no mundo.

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Salário de webdesigner brasileiro é a metade da média mundial

Um profissional freelancer na área de webdesign da Noruega ganha, em média, três vezes mais que um brasileiro pela hora de trabalho. É o que aponta um estudo do site FreelanceSwitch.com, que ouviu 3,7 mil profissionais independentes de todo o mundo, de diferentes profissões.

De acordo com o estudo, o valor médio da hora do webdesigner freelancer no Brasil é de 23 dólares – acima da Índia, onde a hora vale 16 dólares, mas bem abaixo de países como a Noruega (75 dólares), Cingapura (60 dólares), Estados Unidos (54 dólares) e até de latino-americanos, como o México (31 reais).

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O valor pago aos brasileiros também está abaixo da média mundial da hora do webdesigner freelancer, que é de 46 dólares.

A hora do freelancer brasileiro na carreira de programador é praticamente equivalente à do webdesigner – 22 dólares. Mas nesta área, a defasagem em relação a outros países é maior: um programador do Reino Unido chega a ganhar até sete vezes (em média, 158 dólares) mais que um tupiniquim.

A média do valor pago por hora de programador no mundo é de 49 dólares. Países que competem com o Brasil na terceirização de desenvolvimento offshore, como a Irlanda e a Índia, pagam melhor os programadores freelancers – as médias são de 84 dólares e 24 dólares, respectivamente.

Entre os profissionais ouvidos pelo estudo, 13% tem mais de metade da sua carteira de clientes fora do seu país.

Dos freelancers entrevistados, 43% ganham menos do que quando trabalhavam para a indústria, mas mesmo assim 89% estão mais felizes desde que começaram a trabalhar como autônomos – embora 45,7% não se sintam seguros com a situação de trabalho.

A pesquisa revela ainda que a internet é uma importante fonte de trabalho para os profissionais independentes: 43,6% conseguem trabalho por meio do portfolio exibido na web; 33,5% em sites de emprego da internet; 21,5% em redes sociais; e 15% em blogs. Ainda assim, a referência ainda é a principal fonte de trabalho para 88,8% dos freelancers ouvidos.

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O estudo mostrou ainda que há diferença entre o valor pago para homens e mulheres nos trabalhos autônomos: as mulheres ganham, em média, 4 dólares a menos por hora pelo mesmo trabalho executado.

A íntegra da pesquisa, que traz mais dados sobre o trabalho de freelancer no mundo, pode ser acessada no site FreelanceSwitch.com. O estudo foi realizado em julho de 2007.

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