Rússia vai banir smartphones e computadores sem software local

Lei entrará em vigor em julho de 2020 e prevê que dispositivos não adequados tenham suas vendas proibidas no país

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iphone
iphone — Foto: Shutterstock

A partir de julho de 2020, fabricantes de smartphones, computadores e televisões inteligentes precisarão se adequar a uma nova lei da Rússia, que determina que dispositivos cheguem ao país com software local pré-instalado.

A lei, aprovada na quinta-feira (21), prevê que dispositivos não adequados tenham suas vendas proibidas no país. O objetivo, segundo os criadores, é promover a tecnologia local e facilitar o uso dos aparelhos vendidos na Rússia.

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Isto significa, por exemplo, que os dispositivos poderão chegar por lá com o seu software tradicional; por outro lado, precisarão oferecer a alternativa russa já de fábrica. O governo ainda determinará uma lista completa com os dispositivos que serão afetados.

De acordo com Oleg Nikolayev, um dos coautores do projeto, a ideia é ajudar os usuários russos. “Quando compramos dispositivos eletrônicos complexos, eles já têm aplicativos individuais, principalmente ocidentais, pré-instalados neles”, afirmou.

Nikolayev afirma que os usuários “podem pensar que não há alternativas domésticas disponíveis”. Ele cita, também, que usuários russos “terão o direito de escolher” o software que será utilizado.

Preocupações, vigilância e espionagem

Além da determinação, vem sendo discutida a hipótese de vigilância e espionagem por parte do governo. Também vem sendo levantada a preocupação de que fabricantes possam deixar a Rússia.

O “medo” é de que, em dispositivos onde que não é possível instalar um segundo software, as empresas deixem o mercado por causa da lei.

As leis mais rigorosas do país sobre uso de internet e dispositivos eletrônicos despertam, também, preocupações com os softwares russos. Neste caso, a preocupação é sobre questões de espionagem em usuários domésticos.

Nos últimos anos, o país incluiu exigências em mecanismos de pesquisa sobre resultados; solicitou a serviços de mensagens as chaves de criptografia; além de criar novos controles na internet.

Com informações de: BBC News.

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