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A falada fusão entre Oi e Brasil Telecom pode ter sido acertada na última segunda-feira (07/11), informam os jornais Estado de S. Paulo, Folha de S. Paulo e Valor Econômico. A notícia foi publicada inicialmente na coluna Radar, da revista Veja.
As assesorias de imprensa das duas operadoras afirmam que ela não comentam o assunto. Nesta quarta-feira (09/01) Oi e BrT soltaram fatos relevantes comentando as últimas notícias sobre o negócio.
Segundo a Veja, o negócio foi fechado em R$ 4,8 bilhões. Os controladores da nova operadora seriam a Andrade Gutierrez, do empresário sérgio Andrade e a La Fonte, de Carlos Jereissati. O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) seria o financiador da operação.
A Folha comenta que Ségio Roas, presidente do fundo de pensão do Banco do Brasil, que tem participação nas duas operadoras, estava resistente à operação, mas foi convencido por Andrade. Já o Citigroup (que tem participação na Brasil Telecom), não se opôs ao negócio, frente aos problemas que enfrenta por conta da crise financeira nos Estados Unidos.
Nas contas Estado de S. Paulo, o novo grupo teria faturamento de R$ 21,3 bilhões.
Para que a operação seja aprovada, o governo precisa alterar o Plano Geral de Outorgas, que afirma que uma operadora não pode ter o controle acionário de outra fora de sua área de concessão original (definida na privatização do sistema Telebrás, em 1998).
O Valor Econômico conversou com o Ministro das Comunicações, Hélio Costa – de férias em Miami. Ele afirmou que a negociação “é privada, excçusivamente entre empresas”, mas que o governo não “será obstáculo para as negociações”. Desde o ano passado, Costa tem sido um dos maiores defensores da fusão entre BrT e Oi, o que criaria um grande operador com capital nacional para enfrentar o grupo mexicano Telmex e a espanhola Telefônica.
Além da esfera política, a operação precisa ser aprovada no âmbito concorrencial pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) e pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade). Juntas, a BrT teriam a liderança no mercado de telefonia fixa em todo o Brasil, menos no estado de São Paulo, onde atua a Telefônica. Na telefonia móvel, a nova operadora teria 16,74% de participação de mercado, atrás de Vivo, Tim e Claro, respectivamente.
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