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Robôs serão nossos companheiros no futuro, diz ex-astronauta da Nasa

No começo, um mundo semelhante aos filmes futurísticos ou às férteis imaginações da infância foi sendo apresentado. A sensação, obviamente, foi divertida. Experimentos com robôs, com moléculas, células, proteínas, assim como viagens ao espaço foram projetadas durante o Executive Program, organizado pela Fiap e Singularity University, entre os dias 16 e 17 de março.

Grandes pensadores de diversas áreas da tecnologia traçaram os caminhos das próximas inovações e como elas impactariam o mercado.

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O especialista em robótica da Singularity University e ex-astronauta da Nasa, Dan Barry, mostrou, por exemplo, uma orquestra de robôs voadores, na maior harmonia musical. Apresentou também o “Big Dog”, um cachorro, que mais parece uma aranha gigante de quatro patas, desenvolvido para ser um “burro de carga” de soldados americanos. O mais impressionante é que ao caminhar em pisos escorregadios ou levar um forte chute, o “Big Dog” se movimenta, tentando recuperar o equilíbrio, da mesma forma que um ser humano.

-Ah, coitadinho, reagiu a plateia. Logo me veio à cabeça: estamos sentindo pena de um robô?

Exatamente isso. O sentimento de afeto por um robô não será possível, mas será realidade na opinião de Barry. “O robô vai ser um grande companheiro das pessoas no futuro. Alguém em que se pode confiar os segredos”, afirma o cientista.

Não há dúvida de que os robôs, que hoje ainda possuem grandes dificuldades de adaptação a ambientes desconhecidos e em reconhecer idiomas diferentes, vão evoluir – e muito – tendo em vista o barateamento dos sensores.

Parafraseando o filósofo René Descartes, “Penso Logo Existo”, a lógica dos robôs é “Eu me movo, então eu penso”. Segundo Barry, os robôs precisam experimentar o mundo.

Diferentemente do início da palestra, onde a sensação mais se aproximava a de uma criança estupefata pelo desconhecido, o sentimento, depois, passou a ser o de desconforto diante de uma pergunta inevitável: mas o robô terá consciência? De quem será a responsabilidade se a “máquina” fizer algo que não estava programado?

Barry deixa em aberto. “Vamos ter de escolher aonde queremos chegar”.

Biotecnologia

 

Não menos surpreendente, a palestra do especialista Bioinformática e Biotecnologia da Singularity University Andrew Hessel tratou de reprogramações e decodificações de organismos vivos. Como vírus podem ser usados para a cura de doenças, como o conhecimento genético pode direcionar o tratamento para cada indivíduo, tornando-o mais eficaz e seguro. Sem contar as transformações nos alimentos, produzidas em laboratórios, com o intuito de alterar as composições orgânicas em benefício das pessoas.

A biotecnologia parece ainda mais desafiadora do que a robótica, uma vez que uma molécula faz mais de 10 mil operações por segundo, e existem bilhões delas em uma única célula.

“Somos um computador de células trabalhando juntas. O DNA contém 5 milhões de bits de informação”, diz Hessel.
Apesar dos avanços, do sequenciamento do genoma humano, das descobertas no campo da nanotecnologia, apenas 20% dos seres vivos são conhecidos neste planeta.

Imaginem a sensação, agora, diante de informações como essas. Somos um computador de células, seremos amigos de robôs, 80% do planeta é desconhecido, etc.

É notório que a ciência não sabe de onde vem a vida. De acordo com Hessel, não é possível saber se um sapo tem consciência de sua existência.
Apesar de o evento ter acontecido há uma semana, fiquei com essa “pulgazinha” atrás da orelha, ou melhor, “pulgazona”, e gostaria de compartilhar. Afinal, de onde vem a vida?

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Editorial IT Forum 365
14 anos ago

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