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Rio usará tecnologia forense no combate ao crime

Imagine investigar um crime financeiro de grandes proporções e, depois de apreender determinado número de computadores ou celulares, ter de checar arquivo por arquivo, aparelho por aparelho, para tentar encontrar algo que agregue ao processo e elucide o caso. Esta era a situação vivida pelo Instituto de Criminalística Carlos Éboli (ICCE) da Polícia Civil do Rio de Janeiro. Mas a realidade dos peritos começa a mudar. Isso porque, por meio da Secretaria de Segurança Pública (SSP) do Estado, foi investido R$ 1 milhão na montagem de um laboratório de computação forense que dará mais agilidade às investigações.

O diretor do ICCE, Sérgio da Costa Henriques, explicou que o instituto recebe, em média, por ano, cerca de cinco mil celulares e 500 PCs. Material que é analisado por três peritos. Henriques frisou, no entanto, que esse número é muito variável e que de uma apreensão podem sair mais de 50 computadores. “Hoje, praticamente todos os crimes passam por informática. Milícia tem dados em PCs”, afirma.

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E, realmente, tudo passa. As investigações vasculham máquinas e celulares de delitos que vão de crimes organizados, às ações de pedófilos, passam pelos famosos desvios financeiros e chegam até aos homicídios. Neste último caso, o policial explicou que eles avaliam, por exemplo, as últimas conversas em comunicadores instantâneos.

O investimento feito via SSP-RJ destinou-se à compra de equipamentos, licenciamento de software e treinamento de profissionais. Henriques informou, aliás, que a equipe será reforçada com mais três peritos. É tudo muito recente no dia-a-dia do ICCE, os treinamentos foram ministrados há cerca de um mês e o laboratório teve sua instalação concluída há cerca de 15 dias.

Apesar disso, o diretor do instituto já fala nos benefícios que virão. “Antes, além de não ter precisão de dados havia a demora. Ganhamos aceleração, confiabilidade de resultados, acesso aos dados apagados e prova mais robusta”, detalhou Henriques. E essa prova mais bem-estruturada é extremamente importante em um processo, já que, se houver falha, todo o trabalho pode vir abaixo.

O pacote de produtos adquiridos pela SSP-RJ para o ICCE e fornecidos pela TechBiz Forense, empresa que representa diversas marcas de software e hardware de computação forense, inclui, por exemplo, o kit XRY. Trata-se de uma maleta com conectores para diversos celulares (mais de 650 modelos) e que, como explicou Marcelo de Barros Alves, diretor de operações da fornecedora, é capaz de extrair dados que, lançados em um programa, permite toda a análise. Os relatórios gerados são em português e apontam informações como últimas chamadas, fotos, mensagens e agenda

Como relatou Henriques, antes, tudo isso era feito manualmente.

O ICCE recebeu ainda o software EnCase que pode conduzir, sozinho, investigações em discos locais ou via rede em máquinas ligadas e o Image MaSSter Solo III, um dispositivo de mão para duplicação de HD. “A velocidade da cópia chega a 3 GB por minuto. A interface não permite alterações, só cópia e grava em até dois destinos ao mesmo tempo”, confirma Alves.

O laboratório de computação forense do ICCE conta ainda com dois desktops FRED, que possuem configuração robusta para dar suporte à análise de evidências digitais, e com os demais programas do pacote de software: LTU-Finder (faz pesquisa de imagem), Stego Suíte (faz análise de esteganografia digital e aponta informações ocultas ou canais camuflados) e PRTK (permite quebra de senha).

Com essa infraestrutura, o Instituto de Criminalística da Polícia Civil do Rio passa a ser o primeiro do País com essa variedade de equipamento e softwares. A área de inteligência da política de São Paulo, como informou a TechBiz, também possui estrutura tão avançada quanto a corporação carioca.

*O repórter viajou ao Rio de Janeiro a convite da TechBiz Forense.

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Editorial IT Forum 365
17 anos ago

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