O especialista afrima que, até agora, o hardware caro e os softwares complexos restringiram as pesquisas em segurança nessa área, mas que atualmente essa não é mais uma barreira. Assim, com as ferramentas ficando cada vez mais fáceis de ser encontradas, hackers e outros agentes mal-intencionados podem usar um simples handheld para reprogramar as etiquetas de mercadorias caras com preços muito baixos e comprá-los.
O próprio Grunwald desenvolveu um programa – o RFDump – que torna simples reescrever os códigos das etiquetas de RFID. Mas, segundo ele, apesar de haver a possibilidade de uso maldoso do software, ele também pode ajudar os usuários a se proteger de ataques. “Todos devem ter o direito de apagar as etiquetas ao sair da loja”, afirma o especialista.
Mas resolver o problema da segurança não deve ser fácil. A maior parte dos chips de RFID não têm capacidade de ler chaves criptográficas (maneira mais usada para esconder informações de pessoas não-autorizadas), e as que têm são as mais caras do mercado.
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