Há 4 meses, um grupo de terroristas atacaram pontos específicos da cidade de Paris, matando mais de 130 pessoas e deixando mais outras 350 feridas. Apesar do tamanho do evento, os responsáveis pelo ataque não deixaram rastros on-line, de acordo com um dossiê conseguido pelo The New York Times.
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Autoridades acreditam que isso se deu a uma nova tática adotada pelos criminosos, com relação a ataques anteriores: eles utilizaram os telefones dos reféns para realizar ligações e acessar a internet em uma tentativa de coordenar o movimento e não deixar pistas.
Ainda de acordo com o documento, os terroristas teriam um estoque de celulares descartáveis que foram ativados dias ou até mesmo horas antes dos atentados. Um exemplo disso é um dispositivo da Samsung equipado com um chip belga ativado um dia antes do ataque. O equipamento supostamente possui imagens do concerto no Bataclan e pesquisas na internet com as palavras “tickets” e “Eagles of Death at the Bataclan.”
De acordo com a polícia, não foi possível encontrar e-mails ou outros meios de comunicação que levassem aos autores dos ataques, o que levou as autoridades a concluírem que os responsáveis
utilizaram criptografia para se comunicarem – embora não tenha claras evidências de que foi isso mesmo que aconteceu.
Como argumenta Fred Benenson, ativista da tecnologia e ex-vice-presidente de dados do Kickstarter, “o ponto principal da criptografia é que as mensagens criptografadas podem ser descobertas, mas não descriptografadas. A criptografia não esconde as mensagens em si”, disse por meio de um tuíte.