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A responsabilidade do CPO no ROI dos investimentos em TI

Imagem: Shutterstock

Investimentos em novas tecnologias é um dos tópicos empresariais mais relevantes da atualidade, no contexto da transformação digital, que cada vez mais pressiona as empresas em busca de melhores margens e iniciativas diferenciadas de user experience.

Bons investimentos podem ser verdadeiros game changers nas organizações, trazendo benefícios como melhoria da eficiência operacional e produtividade, desenvolvimento de novos modelos de negócio, agilidade na análise de dados e na tomada de decisões estratégicas etc. Tudo isso, culminando em uma melhoria significativa da experiência do cliente, maior flexibilidade e adaptabilidade às mudanças do mercado e, portanto, o aumento da competitividade com as empresas do setor.

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Tendo esses resultados em mente, não é surpresa que investir em novas tecnologias seja fundamental para que as empresas melhorem seus processos e estejam preparadas para os desafios futuros do mercado. Entretanto, cada organização tem seus objetivos de negócio e nem todo investimento é necessário ou prudente naquele momento específico da organização. Neste cenário, os CPOs desempenham um papel crucial na maximização do ROI de investimentos tecnológicos, pois sabem que as aplicações em inovação e tecnologia são prioridades para as organizações, mas precisam se provar no dia a dia.

Dessa forma, os C-Levels, incluindo o CPO – ou líder da área de Compras -, saberão a fundo qual prioridade do negócio estão querendo alcançar e de que forma podem usar métricas relevantes, como o ROI, para analisar se aquele investimento deve ser adiado para outro momento ou não. Ao alinhar soluções tecnológicas com as necessidades de negócios, os CPOs garantem benefícios reais e sustentáveis para suas empresas.

Ao compreender as necessidades do negócio – e dos clientes – o CPO pode identificar soluções tecnológicas que não apenas atendam aos requisitos atuais, mas também impulsionem a inovação e a competitividade empresarial. É papel desse executivo ter visão estratégica para garantir que a empresa se mantenha ágil e preparada para mudanças no mercado.

Neste sentido, uma pesquisa recente feita pela Rimini Street revelou que apenas 20% dos CFOs estão satisfeitos com o impacto que os investimentos atuais em tecnologia vêm trazendo para seus negócios. E, segundo o mesmo levantamento, os executivos financeiros até estão dispostos a aumentar os orçamentos da área de TI, desde que vejam ROI e valor real desses investimentos tecnológicos para a empresa. Estes dados ressaltam a necessidade de uma abordagem mais estratégica na escolha de soluções tecnológicas, onde o papel do CPO é fundamental.

Ou seja, é possível investir, mas antes disso é necessário provar o valor de tal investimento. Afinal, a grande tecnologia revolucionária do momento nem sempre é interessante para o negócio. Alguns anos atrás, a nuvem era a escolhida, hoje em dia é a Inteligência Artificial. Qual será a próxima? Na prática, antes de alocar milhões de seu budget de TI na grande novidade atual do mercado, é primordial analisar e diagnosticar as necessidades e processos internos, no intuito de entender a real demanda e benefícios que aquela inovação pode trazer.

O CPO deve ser provocativo e questionador

Os CPOs devem sempre se manter à frente das novidades do mercado, compreendendo até que ponto a aplicação de tal inovação em suas próprias companhias faz sentido, tanto para a empresa como para os clientes. Isso demanda uma comunicação transparente com a liderança da organização, além de um entendimento profundo sobre o momento de mercado e as necessidades atuais da sua empresa frente aos objetivos traçados para aquele período.

Um plano robusto de gestão de mudança e capacitação contínua é capaz de assegurar o uso consciente de novas tecnologias, garantindo a capacidade de gerir recursos tecnológicos de maneira eficiente e estratégica. Entretanto, o CPO tem o trabalho, muitas vezes ingrato, de ser o agente de disrupção ao entender as necessidades repassadas pela área de tecnologia.

É preciso que a área de Suprimentos seja parceira absoluta do negócio, tendo o ROI como métrica para nortear e alinhar as outras áreas. Dessa forma, torna-se protagonista e também um agente provocador, para que sempre prevaleça a escolha pela solução mais adequada ao negócio, um olhar fundamental também na área de Tecnologia. Foi o que comentou Ubaldo Silva, CPO da CSN, no Street Smart 2023, evento da Rimini Street, quando falou sobre como essas duas áreas não são apenas para apoio, mas sim protagonistas do negócio, e a importância de trazer a estratégia como core para as decisões que a companhia precisa tomar.

Ao mapear as necessidades tecnológicas e realizar uma análise cuidadosa dos investimentos em tecnologia, é possível compreender as prioridades do negócios, avaliando o retorno esperado, os custos envolvidos e os riscos associados. Essa avaliação deve considerar não apenas os benefícios financeiros, mas também os impactos operacionais, estratégicos e de longo prazo, instigando alternativas e coisas melhores que estejam atreladas à estratégia da companhia.

Com um planejamento e execução adequados, os investimentos em tecnologia muito provavelmente irão trazer melhorias significativas no desempenho e na competitividade da empresa. Mas é necessário buscar alternativas e provocar os seus pares na busca pelas melhores opções e, consequentemente, resultados. Apenas assim a nova tecnologia escolhida vai realmente atender às expectativas e suprir as demandas e necessidades da organização. E você, CPO, está pronto para ser provocativo na sua organização?

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Redação
Tags: CPOROI
2 anos ago

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