Regulamentação do bitcoin avança em alguns países, mas outros proíbem seu uso

Países como China, Venezuela e Cingapura tentam bloquear o crescimento das criptomoedas. Outros, como Japão, Suíça e Brasil avançam na regulamentação

Publicado:

Leitura 3 minutos

bitcoin3.jpg
bitcoin3.jpg

Com o crescimento da adoção de bitcoins no mundo, diversos países passaram a pensar em formas de como controlar o uso de moedas digitais. Alguns se destacaram nos últimos meses, e o MercadoBitcoin, site para intermediação de compra e venda de moedas digitais, fez um resumo da situação de cada país.

Na China, por exemplo, o governo encaminhou um documento para as corretoras de moedas digitais do país formalizando a suspensão das negociações de bitcoins e das outras moedas digitais. Essa medida gerou impacto no mercado de criptomoedas mundiais, mas foi menor do que se esperava.

As melhores notícias de tecnologia B2B
Acompanhe todas as novidades diretamente na sua caixa de entrada

No MercadoBitcoin, o preço da meda digital saiu de R$ 19 mil para R$ 11,5 mil no começo de setembro, depois começou uma recuperação, sendo negociado hoje na faixa de R$ 14 mil.

A Venezuela é outro caso emblemático do desejo do governo em controlar o uso da moeda digital. Desde o início do ano, há rumores de que o governo venezuelano está bloqueando o uso de bitcoins e a mineração da criptomoeda. Porém, com a escassez de dinheiro vivo no país, o que deixa os bancos com poucas cédulas para os clientes, a população continua fazendo uso da moeda, que tem se tornado uma alternativa para a negociação das necessidades básicas, como alimentos.

Cingapura é outro exemplo. A Autoridade Monetária de Cingapura (MAS) divulgou que irá formalizar a negociação de criptomoedas sob a regulamentação de valores mobiliários do país. Porém, neste mês de setembro, os bancos locais encerraram as contas bancárias de todas as corretoras de moedas digitais e startups de blockchain do país.

Já o Japão regulamentou o bitcoin em 1º de maio e segue firme no processo de implementação. A FSA (agência fiscalizadora de serviços financeiros) já liberou licença de operação para 11 exchanges de bitcoins em setembro. Enquanto isso, a Suíça mantém sua regulação mais branda, estimulando a experimentação e inovação pelas fintechs. Estão também incentivando que empresas possam fazer operações semelhantes a crowdfunding (financiamento coletivo) usando a tecnologia das moedas digitais. Esse tipo de operação é conhecida como ICO (initial coin offers, ou oferta pública inicial de moeda) e já atingiu US$ 2 bilhões captados neste ano.

O Brasil continua com o projeto de lei que discute a regulação do bitcoin e outras moedas digitais junto com programas de pontos de milhagem. “A ampliação dos mercados de moedas digitais e ICOs estão gerando discussões sobre como pode ser possível estimular invocação e ao mesmo tempo proteger os consumidores”, diz o CEO do Mercado Bitcoin, Rodrigo Batista.

Notícias relacionadas

Ver mais Seta para direita