All Rights ReservedView Non-AMP Version
IT Forum
  • Homepage
  • Tendências
Notícias

Regulação, IPOs e os ganhos para o mercado de meios de pagamento em 2019

A partir de uma série de iniciativas do setor financeiro e da própria autoridade monetária brasileira, 2018 foi o ano em que o segmento de meios de pagamento avançou de maneira significativa. Com uma série de aberturas de capital de empresas do setor e medidas estratégicas promovidas pelo Banco Central, com foco em desregulamentar a entrada de novos players, é esperado que o ano de 2019 consolide os ganhos com o surgimento de novas soluções.

Resultado disso foi a própria evolução das fintechs, empresas especializadas em tecnologia para o setor financeira. Do universo total desse perfil de empresas contabilizadas no País (404), 26% atuam no mercado de meios de pagamentos, segundo levantamento feito pelo Radar Fintechlab. Duas delas deram o que falar, especialmente por trazer à tona o poder que elas podem ter em comparação com os tradicionais players do setor.

As melhores notícias de tecnologia B2B
Acompanhe todas as novidades diretamente na sua caixa de entrada

O PagSeguro e a Stone, que disputam mercado de maquininhas de cartão com as gigantes Cielo e Rede, realizaram em 2018 suas ofertas públicas iniciais de ações (IPO, na sigla em inglês) no mercado norte-americano, levando a um movimento de empresas brasileiras de tecnologia em abrir capital fora do Brasil. O PagSeguro arrecadou na sua oferta um total de US$ 2,6 bilhões, levando na oportunidade o seu valor a registrar cerca de US$ 9 bilhões. A Stone, por sua vez, captou US$ 1,5 bilhão.

É nessa toada que muitas empresas de tecnologia financeira devem buscar seus espaços de atuação. O mercado está cada vez mais competitivo. As fintechs estão gerando muito interesse de investidores, e elas estão mais capitalizadas. Esse movimento, junto com iniciativas do Banco Central, geram um mercado mais justo e com maior competição.

Uma série de discussões estão sendo realizadas pela autoridade monetária com o objetivo de fortalecer o ambiente de inovação oferecidas por essas fintechs. A partir de uma iniciativa conhecida como Agenda BC+, o órgão vem estipulando um conjunto de medidas para aumentar a eficiência do sistema financeiro. O então presidente da instituição, Ilan Goldfajn, afirmou no início de dezembro que há uma fila de fintechs interessadas em pedir autorização para operar no Brasil.

A visão de empreendedores é que a centralização de soluções em torno de poucos players empobrece a qualidade de ofertas dentro desse meio. ” qualidade do serviço prestado ainda está muito aquém do que poderia ser. Ainda é pouco tecnológico, muito caro e muito burocrático. A descentralização ajuda a resolver essa questão em diversas camadas e relacionamentos diferentes. Antes enxergávamos a descentralização como a abertura das bandeiras para novas adquirentes. Hoje, já temos pessoas fazendo transação financeira sem um banco e realizando empréstimo sem a necessidade de um intermediador.

Esse é um outro ponto que está reforçando a atuação das fintechs: a forma como os próprios consumidores enxergam a relação com instituições tradicionais. Uma pesquisa realizada pelo Google, com 800 consumidores online de serviços financeiros, mostrou que 46% dos usuários ainda usam instituições financeiras tradicionais como principal provedor, mas a diferença de satisfação quando comparado com serviços promovidos por fintechs. Segundo o levantamento, 71% dos clientes das fintechs dizem estar satisfeitos, contra 42% dos clientes das instituições financeiras tradicionais.

O momento de prova das fintechs diante dos usuários já passou. Agora é esperado que haja uma consolidação por parte dessas novas companhias. É o ponto de educação como em toda tecnologia. Passamos por uma primeira onda, em que as fintechs brigavam pelos seus primeiros usuários – aqueles que estavam mais dispostos a arriscar. Hoje, uma grande parte das pessoas já não têm mais medo de usar um serviço novo, uma vez que esses lhes trazem vantagens tangíveis que o método tradicional não traria.

 

(*) João Miranda é empreendedor e fundador da fintech Hash

Next 7 passos para elevar a maturidade da TI »
Previous « Cashback Solutions comercializa soluções para mercado de seguros
Leave a Comment
Share
Published by
cristina.deluca
Tags: Fintechsmeios de pagamentoopinião
7 anos ago

    Related Post

  • UE ordena que Meta reabra WhatsApp a chatbots rivais
  • IPO da SpaceX chega ao mercado como aposta de US$ 1,75 trilhão em IA, não em foguetes
  • IA muda jornada de compra e devolve relevância aos sites de avaliação B2B, diz Forrester

Recent Posts

  • Artigos

Com a IA, setor de saúde vive revolução que o marketing digital proporcionou há dez anos

por Eduardo Barros A transformação da inteligência artificial (IA) nos negócios lembra o que aconteceu…

14 horas ago
  • Inovação

Snowflake registra crescimento de 33% na receita e eleva projeções para o ano fiscal de 2027

A Snowflake anunciou os resultados financeiros do primeiro trimestre do ano fiscal de 2027, encerrado…

1 dia ago
  • Notícias

UE ordena que Meta reabra WhatsApp a chatbots rivais

A Comissão Europeia determinou que a Meta reestabeleça o acesso de assistentes de inteligência artificial…

1 dia ago
  • Notícias

IPO da SpaceX chega ao mercado como aposta de US$ 1,75 trilhão em IA, não em foguetes

As negociações com as ações da SpaceX têm início nesta quinta-feira, 12, em uma oferta…

1 dia ago
  • Notícias

IA muda jornada de compra e devolve relevância aos sites de avaliação B2B, diz Forrester

A ascensão dos agentes de inteligência artificial (IA) está criando uma oportunidade para plataformas de…

1 dia ago
  • Notícias

Prêmio Executivo de TI do Ano 2026: conheça os critérios de avaliação

Continuam abertas as inscrições para o prêmio Executivo de TI do Ano 2026. A iniciativa,…

1 dia ago
All Rights ReservedView Non-AMP Version
  • L