Uma equipe de pesquisadores da Intel e da Universidade de Illinois desenvolveu recentemente uma rede neural que faz aprimoramentos de pós-processamento em fotografias escuras, registradas com pouca luz. A inteligência artificial (IA) manipula fotos escuras ou cheias de ruído e as faz parecer brilhantes, limpas e coloridas digitalmente.
Os pesquisadores criaram o conjunto de dados See-in-the-Dark (SID), um grupo de 5.094 imagens de curta exposição no formato RAW, e o alimentaram em um sistema de aprendizado profundo (deep learning system). Em seguida, eles treinaram a IA para comparar as informações contidas nas imagens de pouca luz às fotografias correspondentes tiradas com uma exposição mais longa. Os resultados são incríveis.
A pesquisa revela que o processamento de imagens de baixa luminosidade extrema em tempo real pode se tornar uma realidade. É verdade que os fotógrafos já podem tirar ótimas imagens com pouca luz, mas isso requer um tripé e longos tempos de exposição. Mas tecnologia de câmera atual é impraticável para fotos com pouca luz em condições otimizadas e inadequadas para dispositivos de óculos de visão noturna.
Com desenvolvimento adicional, esse sistema poderia, teoricamente, ser otimizado para fornecer processamento de imagem em tempo real capaz de melhorar qualquer câmera ou sistema ótico no escuro. O que certamente já está nos planos do exército americano para permitir que os humanos vejam perfeitamente no escuro com gadgets simples.
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