Red Hat lança JBoss 6 com foco em aplicações Java para cloud computing

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Red Hat lança JBoss 6 com foco em aplicações Java para cloud computing

A Red Hat anunciou para o IT Web o lançamento da máquina virtual (VM) JBoss Application Platform Enterprise 6 (EAP6), que agora vem adaptada ao ambiente de cloud computing, seja privado, público ou híbrido. A ferramenta open source focada em desenvolvimento e teste de aplicativos corporativos baseados em Java promete tempo de inicialização em três segundos. A versão beta havia sido anunciada em março deste ano.

“Como a arquitetura foi redesenhada, hoje temos um trabalho baseado em módulos, que são agregados sob demanda. O servidor só utiliza o que for necessário para o funcionamento dos componentes”, justificou Edgar Silva, especialista em JBoss da Red Hat, ao explicar a funcionalidade Pluggable. A solução já está disponível em cinco idiomas: português do Brasil, inglês, espanhol, francês, alemão e chinês e pode ser baixada da internet aqui.

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O produto será lançado oficialmente nesta semana, durante o Summit, evento anual da empresa para desenvolvedores e parceiros realizado em Boston (EUA).  Apesar de open source, o EAP6 é utilizado pela companhia para controlar processos Java no Red Hat OpenShift, oferta de plataforma como serviço (PaaS, da sigla em inglês) da multinacional. Está programado para o encontro, além da apresentação da nova versão do JBoss, o lançamento de orquestradores de nuvem privada e pública.

Segundo Silva, engenheiros brasileiros participaram do desenvolvimento do EAP6, exatamente por conta das particularidades nacionais. “Uma coisa é desenvolver solução que tenha uma rede de telefonia 4G, que tenha cabo de 100MB, mas isso não é realidade no Brasil”, contou.

A nova versão permite ainda  capacidade de gerenciamento programado para as aplicações, e automatização dos processos de implantação do aplicativo; otimização para sistemas multicore e virtualizados; upgraded de componentes de middleware por meio de uma maior integração com outras ferramentas de desenvolvimento, incluindo Maven, Hudson e projetos comunitários, como JBoss e Hibernate Arquillian; suporte para Java EE 6 e outros frameworks e ferramentas mais populares, incluindo Spring, Struts e Google Web Toolkit.

Outros projetos

Como forma de universalizar o acesso na linguagem de programação Java, a Red Hat atua em quatro projetos paralelos voltados especificamente para desenvolvedores.

  • Há cerca de duas semanas, a companhia lançou o projeto JBoss Development Framework (Jboss.org/jbs), no qual há downloads de planos de trabalho e documentações para cumprir os códigos. O Brasil é o quarto maior consumidor de JBoss do mundo, com a comunidade online contando com cerca de dois mil assinantes. O País perde apenas para Estados Unidos, China e Rússia.

  • Projeto Torque Box: plataforma de aplicação Ruby que permite a integração de aplicações Ruby on Rails com o JBoss. “Ele será lançado em um prazo de dois a três anos. Entendemos que a linguagem Java é poliglota”, disse Silva.

  • Projeto Ceylon:  focada em máquinas virtuais que rodem tanto Java quanto Javascript, a Red Hat está em fase inicial do Projeto Ceylon, cujo objetivo é desenvolver uma linguagem funcional  e um SDK (kit de desenvolvimento). “O Ceylon vai na linha de transformar a linguagem Java em algo mais simples, como uma alternativa”, explicou o especialista. “Isso proporciona a liberdade de escolha”, contou, detalhando, contudo, que o projeto, por estar em fase embrionária, não tem sequer data de lançamento.  O segundo release oficial foi feito em março deste ano e a versão pode ser baixada aqui.

  • Projeto Aerogear:  esta é a aposta da Red Hat para unir aplicações móveis e HTML5, como forma de permitir que o desenvolvedor produza um app que rode de forma indistinta em qualquer sistema operacional móvel disponível no mercado – seja iOS, da Apple, por exemplo, ou Android, do Google, por meio de browsers. “A solução é costurada com vários outros projetos open source e reúne todas as práticas para permitir o melhor desenvolvimento”, finalizou.

Foco em parceiros

Com atuação em quatro verticais: governo, Telecom, finanças e mercado corporativo, a empresa tem cerca de 40 a 50% de seu faturamento vindo de parceiros de negócios. Com cerca de 80 canais no Brasil, a companhia pretende ampliar este número para cem ainda neste ano, mas com mais foco em qualidade do que quantidade.

Saiba mais:

Red Hat apresenta JBoss Enterprise Application Platform 6

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