O mercado brasileiro de tablets demonstrou uma pequena reação no primeiro trimestre de 2018. Segundo dados da IDC Brasil, entre os meses de janeiro e março foram comercializados 768 mil aparelhos, ou seja, 0,1% a mais do que no mesmo período de 2017, quando foram vendidos 767 mil dispositivos. Embora o crescimento seja pequeno, a receita foi 11% maior neste ano, registrando R$ 403 milhões contra R$ 363 milhões em 2017. O tíquete médio passou de R$ 473, em 2017, para R$ 525 em 2018.
“Como o mercado de tablets vinha de quedas consecutivas, os crescimentos de 0,1% em volume e de 11% em receita são significativos, principalmente porque refletem um movimento interessante no mercado. Isto é, se nos anos de maior volume de vendas havia uma infinidade de modelos e marcas e um consumidor nem sempre vivendo uma boa experiência com esses produtos, agora o que se vê são menos fabricantes investindo em tablets, mas são dispositivos com mais recursos e preços mais alinhados”, diz Wellington La Falce, analista de mercado da IDC Brasil.
Para 2018, a expectativa da IDC é de que o mercado de tablets ainda enfrente muitos desafios e feche em queda de 4% em relação ao ano inteiro de 2017. “O segundo semestre deve ser marcado por muitas incertezas no país e, consequentemente, as companhias terão de rever suas estratégias e até aumentar os preços, caso o dólar suba demais”, justifica o analista da IDC.
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