Quem vai liderar a transformação digital da sua empresa?

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Quem vai liderar a transformação digital da sua empresa?
Quem vai liderar a transformação digital da sua empresa?

Em meio à transformação digital, empresas têm buscado adaptar-se a novos modelos de negócios para acompanhar as evoluções e inovações que o mercado apresenta. No entanto, a preocupação não deve ser apenas com o que vem de fora – os softwares e soluções de automação, por exemplo – mas também no capital humano interno e no preparo das lideranças e funcionários para não sucumbir à nova era. Mas afinal, quem vai liderar a transformação digital?

A reflexão foi proposta por especialistas em consultoria de pessoas e organizações durante apresentação durante o IT Forum Expo 2016, evento realizado pela IT Mídia, em São Paulo. “O que cada um precisa fazer ou que habilidade e experiências precisam ter para serem lideres da transformação digital nas suas empresas?”, questionou Ana Claudia Reis, sócia da Caldwell Partners.

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Com tudo e todos digitalmente conectados, surge o crescimento de uma nova força de trabalho que inclui cada vez mais processos de automação e inteligência cognitiva. Os novos “colaboradores digitais” farão com que as organizações tenham que repensar suas formas de atrair, desenvolver e manter sua força de trabalho. Para Ana Claudia, a digitalização pode trazer efeitos adversos, como o aumento da insegurança e da confiança dos funcionários, o declínio de funções mais transacionais, além do surgimento de uma nova geração com expectavas diferentes para suas carreiras.

“A grande questão é que faltam líderes para essa transformação. As empresas precisam repensar formas de preparar pessoas. Faltam habilidades de gestão de pessoas, gestão de mudanças e “problem solving”. São desafios para profissionais de diversas áreas. É preciso entender seus próprios inibidores, como ego e medo, entender que a organização mais ágil também será mais capaz de atender a demanda de seus clientes e funcionários, e ter visão de futuro. O céu é o limite quando não temos medo de barreiras, do novo e da transformação”, afirmou.

Se os profissionais precisam buscar a adaptação às mudanças no ambiente de trabalho decorrentes da transformação digital e sus impactos na execução das atividades, que tipo de líder as empresas buscam para liderar esse processo?

Ana Claudia lista as principais características para um profissional cumprir a missão: habilidade para criar uma sólida cultura organizacional; trabalhar em equipe; aprender rápido; encontrar oportunidades de novos negócios e inovação que podem “ver o invisível” –  visualizar projetos ou tendências vencedores; construir e manter uma marca (em muitos casos seus próprios nomes); tomar riscos; saber gerenciar os riscos; além de possuir paciência, perseverança e paixão para alcançar a melhor performance. “A paixão e o entusiasmos são requisitos essenciais”, conclui.

Mundo VUCA
Maria Alice Mendes e Bernardo Tinoco, senior associates da Korn Ferry do Brasil, destacaram o conceito de VUCA, termo que surgiu nos anos 90 e consiste, a partir das iniciais em inglês, em volatilidade (volatility), incerteza (uncertainty), complexidade (complexity) e ambiguidade (ambiguity). Para os especialistas, vivemos globalmente em um mundo VUCA, que traz alguns impactos do ponto de vista de capital humano.

Um dos principais é o choque de gerações. Enquanto os baby boomers estão se aposentando, a geração X está assumindo a liderança e, por outro lado, a geração Y chega com força e será 75% da força de trabalho em 2025. As visões de mundo diferentes de cada uma das gerações criam barreiras.

Diante da necessidade de mudança do “mindset”, a adaptação aos novos modelos de negócios se faz cada vez mais necessária. Maria Alice e Tinoco apontam os principais pilares para uma liderança conduzir esse processo: líderes agentes de mudança, modeladores de demanda e que encabecem a inovação em soluções e serviços, gerando novas oportunidades.  Além disso, é preciso transformar o mindset, com líderes atuando como facilitadores, ao invés de gestores e “desorganogramas”, ou seja, redes ao invés de hierarquias.

Outro ponto destacado é que as empresas podem complementar seu capital humano atraindo born digital talents – termo para definir profissionais nascidas na época digital, que se juntam aos going digitals, pessoas que precisaram ou ainda precisam adaptar-se ao cenário digital.

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