Quem são os desenvolvedores dos aplicativos de saúde?

Publicado:

Leitura 4 minutos

Quem são os desenvolvedores dos aplicativos de saúde?
Quem são os desenvolvedores dos aplicativos de saúde?

Apesar da relativa juventude, o mercado de aplicativos móveis de saúde possui diversos veteranos bem estabelecidos e uma imensidão de novatos que buscam visibilidade entre consumidores e profissionais da área. O mercado inclui mais de 100 mil aplicativos (apps) de acordo com a Research2Guidance – e a inundação de novatos não dá sinais de que vai cessar, disse Ralph-Gordon Jahns, fundador da empresa de pesquisa baseada em Berlim.

“A tecnologia móvel está realmente revolucionando o futuro dos serviços de saúde e os aplicativos móveis, em especial, vem desempenhando um papel importante no aprimoramento da comunicação entre médicos e pacientes, aumentando a aderência às prescrições médicas, ajudando pacientes a localizar médicos e farmácias e encorajando medidas preventivas”, disse o diretor sênior de estratégia de produto corporativo da BlackBerry, Jeff Holleran.

As melhores notícias de tecnologia B2B
Acompanhe todas as novidades diretamente na sua caixa de entrada

“Tanto médicos quanto pacientes têm percebido que os aplicativos móveis podem oferecer uma forma rápida e eficiente de manter contato e trocar informações. Fornecedores estão alavancando apps para que possam responder com agilidade e compartilhar dados com mais velocidade. Pelo lado do consumidor, eles ganham popularidade conforme as pessoas se conscientizam mais sobre saúde e bem-estar.”

Embora alguns aplicativos sejam líderes consagrados em categorias como corrida, fitness e nutrição, isso não impediu que novos candidatos lançassem suas próprias ofertas.

O monitor de saúde Nudge, por exemplo, aposentou recentemente os apps baseados em Web para focar os recursos em aplicativos móveis de saúde. O desenvolvedor criou um algoritmo baseado em recomendações do Departamento de Agricultura dos EUA, dos Centros de Controle de Doenças e Prevenção dos EUA, e da Organização Mundial de Saúde, e aplicou pesquisas realizadas por equipes internas de profissionais de saúde para indexar dados vindos de usuários, contou o co-fundador do app, Phil Beene, à InformationWeek EUA.

“Isso significa que, não importa qual aplicativo, monitor ou vestível a pessoa escolha, ela pode comparar um index de pontuação, chamado Nudge Factor, aos de amigos ou outros usuários do app”, acrescentou, por e-mail, Mac Gambill, também co-fundador do Nudge. “Ao monitorar ingestão de calorias, hidratação, exercício e duração de sono, assim como com a sincronização com aplicativos e vestíveis líderes, o Nudge está se tornando o principal curador e indexador dos melhores aplicativos de saúde e fitness no mercado”.

Os novos e os já existentes desenvolvedores se encaixam em seis categorias gerais, de acordo com a Research2Guidance. Elas incluem:

1 – Empresas de serviços de saúde já estabelecidas – como farmacêuticas e seguradoras – que representam cerca de 3.4% dos aplicativos. Geralmente grandes empresas lançam muitos aplicativos mHealth, mas têm taxa de download abaixo da média.

2 – Especialistas em aplicativos são, geralmente, desenvolvedores menores que entraram em mHealth para aproveitar a experiência com software. Embora normalmente tenham uma pequena cota de especialistas médicos locais, eles somam 14% da comunidade de aplicativos móveis de saúde (mHealth).

3 – Ajudantes – que representam 32% do espaço, são pequenas empresas que querem ajudar os outros. Renda é fator secundário e poderia ser um dos motivos pelo qual 61% deles teve menos de 5 mil downloads em 2013.

4 – Especialistas médicos usam sua expertise para desenvolver aplicativos móveis e ficam com 1/5 do mercado. Este grupo teve o maior número de empresas que recebeu mais US$ 1 milhão pelos aplicativos mHealth no ano passado.

5 – Especialistas de fitness entraram no mercado para ganhar dinheiro e somam 10% do espaço. Geralmente, eles se conectam a bancos de dados médicos e sensores e usam ferramentas de desenvolvimento de aplicativos.

6 – Conectores criam “aplicativos ricos em valor”, que se integram a outros aplicativos, sensores e bancos de dados, o que permite que eles alcancem a mais alta média de rendimento. Eles somam 18% da comunidade desenvolvedora de aplicativos mHealth.

Combinados, os aplicativos mHealth podem chegar a valer US$ 26 bilhões até 2017 – mas é apenas o começo do impacto desses aplicativos móveis no vasto mercado de saúde, estimado em US$ 6 trilhões, disse Jahns.

“Os US$ 26 bilhões são apenas a ponta do iceberg. Os aplicativos permitem [que a indústria de serviços de saúde] reduza gastos, por exemplo, ou que hospitais dispensem pacientes mais cedo para que os leitos sejam usados por outros pacientes? Ou reduzem a quantidade de visitas médicas? ’ O verdadeiro potencial é reduzir gastos e tornar o mercado de saúde mais eficiente”, disse ele. 

Notícias relacionadas

Ver mais Seta para direita