Que tal o modelo CIO as a Service?

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Que tal o modelo CIO as a Service?

Talvez uma das mudanças mais significativas dentro das companhias hoje esteja na área de tecnologia. O CIO não mais deve pensar em sistemas, mas sim em soluções para toda a organização. Por meio da TI, o líder de tecnologia tem que viabilizar maior conhecimento do cliente por meio do tratamento de dados, dar flexibilidade para os sistemas com soluções na nuvem e assim por diante. O papel do CIO mudou e uma oportunidade surgiu para os canais.

Aliás, a computação em nuvem é um fator-chave de diferenciação e crescimento para as pequenas e médias empresas. Por meio de softwares como serviço, as PMEs conseguem operar seus negócios com as mesmas tecnologias e capacidades que as grandes organizações. O que muda é a escala e o fato que essas empresas raramente contam com departamento de TI. Quiçá um profissional de tecnologia em tempo integral. Novamente, outra oportunidade.

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Dentro dessas duas brechas, a provedora americana de soluções gerenciadas (MSP, na sigla em inglês) CMI enxergou a oportunidade de fazer dinheiro e criar diferenciação de seu negócio, como conta Jeff Guenthner, executivo de práticas de storage da companhia. O grande e único detalhe segundo ele está no fato da empresa ter enxergado as possibilidades de serviço sempre como carro chefe de negócios.

A CMI, aliás, é um dos maiores parceiros IBM e foi uma das pioneiras no uso das soluções e infraestruturas PureSystem para causar rupturas no modelo de atendimento do cliente, diz Guenthner.

Continuando, a companhia enxergou a oportunidade de se tornar o CIO das pequenas e médias empresas, e o consultor ?pessoal? dos líderes de TI de grandes empresas, além do provedor de serviços gerenciados.

Nas PMEs, a companhia disponibiliza seu CTO para ajudar na aquisição de novas tecnologias, indicar as melhores ferramentas para, por exemplo, ter mais controle dos gastos e auxiliar na contratação de profissionais por meio de análises de perfis nas redes sociais. Há também a possibilidade do executivo dar consultoria de tecnologia para os colaboradores dessas empresas, quanto a boas práticas. ?É uma inserção completa no negócio do cliente?, diz Guenthner.

Nas grandes empresas, a companhia aprender que ?organizações vencedoras não compram por preço?. Dessa forma, a empresa adotou o mantra de que as companhias que buscam por soluções e maior valor para o próprio negócio podem pagar mais apenas por você saber mesclar o conhecimento de tecnologia e negócio.

Assim, além de prover serviços, a empresa proativamente levanta discussões em torno de novas soluções e capacitações que podem auxiliar a corporação a obter melhores resultados, conta o executivo da CMI. ?O CIO as a Service é um ?produto? novo, mas que já conta com casos de sucesso. Tanto nas grandes como nas médias empresas. Essa abordagem nos coloca noutro patamar com o cliente, e isso é muito bom para nosso negócio?, afirma.

Para os canais brasileiros que pensam em fazer movimento similar, Guenthner compartilha três dicas:

1. tenha parceiros tecnológicos capazes de suportar suas iniciativas,

2. faça a imersão total na cultura de negócios do seu cliente 

3. trabalhe a comunicação correta para sugestão de melhorias.

* O jornalista viajou a Las Vegas a convite da IBM

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