O Brasil é um dos quatro países das Américas a permanecer na mesma posição do ranking medido com o Index de Desenvolvimento de TIC (IDI, na sigla em inglês) quando comparado ao ano anterior, na 62ª colocação global. O indicador, elaborado pela União Internacional das Telecomunicações (UIT), tem como objetivo medir o acesso a tecnologias de informação e comunicações e leva em consideração 11 variáveis sobre acesso, uso e qualidade da internet em 155 países. Com IDI 5.00, o País está na nona colocação no continente, atrás de Estados Unidos, Canadá, Barbados, Uruguai, Antigua e Barbuda, Chile, Argentina e Costa Rica. Ainda assim, o IDI brasileiro está acima da média das Américas e dos países emergentes – no ano passado, o IDI foi 4,59..
Quando considerado o tamanho do mercado em receita de serviços de telecomunicações, o Brasil representa a quarta maior região, precedido dos Estados Unidos, Japão e China. O preço da banda larga fixa brasileira é a 55ª mais barata no ranking mundial, ou média de US$ 17,8. Nas Américas, o preço brasileiro é o sexto mais barato – embora bem colocado, ainda estamos atrás de países como Uruguai (37º mundial e 4º nas Américas) e Venezuela (39º mundial e 5º nas Américas). O brasileiro investe em média 2% de seu rendimento bruto per capita com a conexão, enquanto nossos vizinhos uruguaios e venezuelanos aplicam 1,5%.
Mesmo assim, a UIT ressaltou alguns progressos. A proporção de domicílios com computadores aumentou de 45% em 2011 para 50% ao fim do ano passado, e a fatia das residências com acesso à internet subiu de 38% para 45% na mesma base comparativa. O Plano Nacional de Banda Larga (PNBL), do governo federal, foi uma das iniciativas evidenciadas pelo documento por sua meta de levar banda larga a 40 milhões de brasileiros até 2014.
Panorama
Em linhas gerais, o preço da banda larga caiu 75% globalmente entre 2008 e 2011, e a receita global desse mercado chegou a US$ 1,5 trilhão ao fim do ano passado, ou 2,4% do PIB mundial. Ainda em 2012, o investimento em telecomunicações somou mais de US$ 241 bilhões. Os países mais bem colocados no IDI são: Coreia do Sul, Suécia, Dinamarca, Islândia e Finlândia. Entre os dez mais, oito são europeus e dois asiáticos – além da Coreia, o Japão figura entre as economias de TICs mais desenvolvidas. Os cinco primeiro colocados não alteraram suas posições entre 2011 e 2012.
A banda larga móvel continua a ser o serviço de TICs com taxas de crescimento mais nítidas. Ao longo do ano passado, a alta chegou a 40% mundialmente e 78% entre países em desenvolvimento. É possível dizer que hoje há duas vezes mais assinantes de banda larga móvel do que os assinantes fixos.
O estudo está disponível online no site da UIT (em inglês).
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