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Quando vai ficar pronto?

Quando vai ficar pronto? Quais features estarão na próxima versão? O que estará no roadmap do produto? São perguntas bastante comuns para quem está lidando com o desenvolvimento de software. Para responder a essas dúvidas não basta apresentar uma estimativa, é fundamental aprimorar a capacidade de previsibilidade do time com métricas e monitoramento, ajudando na tomada de decisão e melhorando o alinhamento de expectativas com as áreas de negócio.

Usar a previsibilidade para conectar os desenvolvedores à área de negócio gera um fluxo de feedback em que o time consegue visualizar como os produtos criados são utilizados pelos clientes. Isso cria mais confiança e um senso de propósito e pertencimento, afinal, fica mais fácil enxergar o impacto do seu trabalho nas outras equipes.

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As métricas: WIP, Cycle Time e Throughput

Estas são algumas métricas bastante práticas que servem para ampliar a previsibilidade. Seus nomes podem variar de empresa para a empresa mas a ideia por trás de cada uma delas é saber como o time performa em diferentes estágios do desenvolvimento.

WIP (Work in Progress)

Essa métrica define quantos itens podem ser trabalhados dentro do fluxo de desenvolvimento. O WIP ajuda a limitar a quantidade de itens em andamento, garantindo um fluxo mais contínuo de trabalho e direcionando o time a focar na entrega de itens, além de tornar os bloqueios e gargalos mais visíveis. Com o limite de WIP ajustado, a equipe se preocupa mais em começar e terminar itens, concluindo o ciclo antes de iniciar atividades novas.

Cycle Time

Demonstra quanto tempo cada um dos itens leva para para percorrer o fluxo de trabalho – desde o ponto de chegada no sistema até sua saída. Permite que todas as partes saibam com precisão quando uma feature estará pronta. O ideal é trabalhar com um determinado nível de assertividade, uma margem de confiança que permita determinar o tempo necessário para cada item havendo menos variações. De forma geral o mercado trabalha com 85% de confiança para esta métrica.

Throughput

Mede quantos itens são concluídos em um determinado período de tempo (dia, semana, mês, etc). O acompanhamento da variação do throughput ajuda o time a ganhar mais experiência, aprendendo e identificando fatores como: complexidade de itens que poderiam ser “quebrados” em entregas menores; requisitos mal escritos; dívidas técnicas; gargalos de processo; backlog com baixo nível de itens prontos para desenvolvimento; mudança de escopo, entre outros.

O monitoramento

Uma vez definidas as métricas é fundamental acompanhar o seu desempenho. Uma rotina de monitoramento ajuda a tomar ação quando há alguma alteração no planejamento inicial.

Além disso, essa rotina ajuda a calibrar o feeling de quem gerencia o time. Em diversos casos, há uma sensação de que o ritmo do time está fora do padrão normal, e uma rápida olhada nos números ajuda a comprovar que se este feeling está ajustado com a execução da equipe.

Outro benefício é dar mais transparência para o próprio time, identificando de forma simples quais os gargalos e quais as oportunidades de melhoria. Esta é também uma oportunidade de empoderar os membros da equipe a acompanharem o desempenho por si mesmos, permitindo que façam sugestões de como aperfeiçoar a entrega coletiva.

A utilização de sistemas de monitoramento para métricas agiliza bastante essa atividade, além de diminuir os erros. Mas é possível começar com ferramentas mais rudimentares como planilhas preenchidas manualmente. Ferramentas de monitoramento são apenas um meio para realizar a atividade, independente de qual seja utilizada, o mais importante é que haja o acompanhamento.

Gerando valor para o negócio

A previsibilidade alinha o discurso do time de desenvolvimento com o do time de negócio. A partir do momento em que é possível definir com precisão quais as entregas e seus prazos, fica mais fácil manter uma comunicação efetiva e constante com o time de produto. O que é prometido para o cliente em uma ponta é exatamente aquilo que será entregue.

Adicionalmente, a qualidade prometida é atingida, uma vez que o tempo para realizar os testes necessários também está dentro da previsão. Investir tempo para desenvolver a melhor tática de previsibilidade dessa forma, é gerar valor também para o negócio.

*Por Luciana Silva, project manager da Liferay. Ela faz parte do time global de engenharia da companhia no qual atua com os produtos Liferay Analytics Cloud e Liferay DXP.

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Published by
Ana Gabriela De Callis
Tags: desenvolvimento de softwareroadmap
7 anos ago

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