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Qual a chance de um CIO se tornar um CEO?

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Qual a chance de um CIO se tornar um CEO?

Qual a possibilidade de um CIO se tornar o próximo presidente da empresa? Pesquisa apresentada por Sérgio Lozinsky durante Intercâmbio de Ideias do IT Forum 2012 mostra que apenas 0,5% das promoções à CEO é representado por profissionais da TI.
Dentro desse baixo percentual, muito provavelmente, está o caso do grupo CCR, que por duas vezes protagonizou essa possibilidade.

Uma das experiências é a vivenciada pela atual CIO do grupo, Cristiane Gomes, que recentemente assumiu a presidência de uma das empresas CCR, a Engelogtec. ?Hoje, além da TI, também sou responsável por engenharia e manutenção eletroeletrônica e automação?, conta a executiva ao citar que o caso sempre é usado por ela para motivar sua equipe de tecnologia.

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?Precisamos aumentar esse percentual, então?, sugere Alair Aparecido Zago, CIO da Cocamar.

Mas antes de pensar em mudar o título para CEO é preciso enxergar a estratégia da empresa, como a TI se classifica neste contexto, quais os investimentos e qual a relação cliente x fornecedor.

Outra pesquisa apresentada por Lozinsky mostra que como parte do plano de crescimento dos negócios destacam-se fusões e aquisições (70%), fato que do ponto de vista estratégico interno de se espalhar geograficamente cria-se uma questão crítica para a TI. ?Isso mostra que, de forma geral, as empresas estão otimistas independentemente da crise global?, comenta Lozinsky.

Cenário 2011 e os impactos em TI
Pouco mais de 65% das empresas disseram ter executado suas tarefas em TI no ano passado, enquanto 23% ficaram aquém e 11% aceleraram os planos. Isso significa, de acordo com Lozinsky, que em 2012 a TI precisa estar preparada para o desdobramento tático das estratégias e para a capacidade de replicação de solução.

?Toda vez que tenho expansão tenho que ter estratégia de infraestrutura replicável, caso contrário terei de criar uma solução e, consequentemente, a TI vai se tornar um gargalo. Essa capacidade de replicar reflete em flexibilidade para expansão funcional; resiliência das soluções de TI com caso de absorção da empresa por outra – olhando agora o lado contrário.?

Ainda dentro da estratégia aparecem os fatores de riscos internos e, em primeiro lugar, ganhou problemas com retenção de mão de obra qualificada (51%). Já no fator externo o aumento de concorrência ganha com 54%. Para Lozinsky, isso significa que a empresa precisa ter algum diferencial nem que seja de custo para conseguir se manter no mercado.

No caso do Banco Bradesco, o problema de resistência a mudanças por parte dos gestores é o principal desafio da instituição. ?Tem pouca qualificação no Brasil para gerenciar projetos e pouca demanda de profissionais no país?, considera Mauricio Machado de Minas, CIO do Bradesco.

O fato é que TI e RH precisam integrar suas estratégias buscando descobrir, atrair e reter talentos. ?Não se percebe isso no mercado de forma geral ainda. Essa estratégia comum não aparece claramente como questões de RH. E a TI vai ter que tomar a iniciativa de ir ao recursos humanos?, diz. ?E mais: estreitamento das margens de lucro mais aumento da concorrência podem afetar as estratégias empresarias, com impactos nos planos de TI?, conclui Lozinsky.

Como o investimento de TI é percebido
Metade das empresas ainda precisa aumentar a maturidade dos seus processo de governança de TI e melhorar o perfil da área de tecnologia para ocupar o espaço estratégico que a TI deveria ter em um negócio do porte das maiores. É o que o resultado da pesquisa, onde 49% das empresas entrevistadas disseram que a companhia vê o investimento em TI como estratégico e, embora busque retorno sobre os investimentos realizados, cobra de TI uma postura de inovação.

Mas, o que vai fazer a diferença para a sobrevivência da TI? Para Lozinsky, a qualidade desse conjunto de sistemas e processos é o grande passaporte para esse futuro.

O que não pode é o CIO enxergar alguns dos itens a seguir em seu departamento: grau de automação insuficiente; processos dependentes de pessoas; integração inadequada dos sistemas; múltiplas planilhas para dar conta das informações. ?Isso gera dificuldades para implantar as estratégias e aí, mais uma vez, o gargalo é a TI.?

Estratégia da TI
É fundamental checar se os planos de TI estão alinhados com os negócios. Levando em consideração um período de 12 a 24 meses, as diretrizes que determinarão o plano estratégico de TI na empresa, segundo 37,16% dos entrevistados, são a melhoria das condições de segurança e a disponibilidade do ambiente de TI.

Expansão do negócio para novas frentes de atuação foi respondida por menos de ¼ das empresas.

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