A PromonLogicalis possui 30 milhões de dólares para investir na América Latina neste ano fiscal. Fruto da fusão entre a brasileira Promon e o braço de integração da sul-africana Datatec, em 2008, a companhia não descarta novos movimentos inorgânicos na região, com ênfase em melhorar a posição em países andinos, ingressar no mercado mexicano e/ou fortalecer a oferta de serviços e outsourcing no Brasil.
Os bons resultados ao longo dos últimos semestres elevaram a operação regional a uma posição de destaque. Atualmente, os negócios no mercado latino-americano respondem por 36% do faturamento global e 61% do EBITDA (Lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) do Grupo Logicalis, que fatura cerca de 1,2 bilhão de dólares ao ano.
?Pela importância, começamos a olhar movimentos inorgânicos com mais apetite?, comenta Rodrigo Parreira, CEO da Logicalis para a América Latina. O executivo explica que há conversas, mas nenhuma negociação em andamento. Ele detalha, ainda, que a estratégia seguiria dois eixos distintos: adquirir empresas dentro do perfil de atuação atual na região Andina e de negócios complementares nas frentes de serviço e outsourcing para o mercado brasileiro.
A companhia fechou seu ano fiscal de 2012 com um faturamento de 317 milhões de dólares no Brasil, que responde por 71% das receitas de 447 milhões de dólares verificadas na América Latina. Os negócios cresceram 52% no País e 49% na região no comparativo anual. A projeção para os próximos 12 meses é uma expansão mais tímida, na casa dos 20% sobre o desempenho do ano passado, algo que viria como reflexo das incertezas econômicas globais.
A PromonLogicalis atua fortemente com interação focada em infraestrutura. A Cisco, principal fabricante em seu portfólio, responde por algo entre 60 e 65% das receitas locais da integradora. Atualmente, a empresa atende mais de 170 clientes no Brasil, os planos preveem dobrar esse número com ênfase em ações regionais. Para tanto, abriu escritórios de representação no Paraná, Pernambuco e Rio Grande do Sul.
Com grande parte das receitas originárias de operadoras de telecom, o canal planeja, ainda, fortalecer presença junto a órgãos governamentais. A vertical, que responde por 10% dos resultados da companhia, vem sendo fortalecida. Segundo Parreira a ideia é elevar sua participação para até 25% dos negócios da empresa em três anos. A intenção, segundo o executivo, é participar de ?projetos com natureza transformacionais? promovidos pelo setor público.
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