All Rights ReservedView Non-AMP Version
IT Forum
  • Homepage
  • Notícias
Categories: Notícias

Proibição do Speedy está perto de completar dois meses

A decisão da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) de proibir a venda do serviço de internet banda larga Speedy está perto de completar dois meses. Até o momento, o órgão não deu qualquer sinal sobre a liberação da comercialização do produto. Enquanto isso, o sindicato das empresas instaladoras e a associação de pequenos provedores afirmam que essa paralização tem gerado prejuízo.

Como explicou Vivien Mello Suruagy, presidente do Sindicato Nacional das Empresas Prestadoras de Serviço e Instaladoras de Sistemas e Redes de TV por Assinatura Cabo e Telecomunicações (Sinstal), nem todas as companhias trabalham com mais de uma operadora e isso tem gerado sérios problemas. “A Telefônica conversa com a Anatel, mas não tem nada de prático. Nós vamos demitir”, afirma.

As melhores notícias de tecnologia B2B
Acompanhe todas as novidades diretamente na sua caixa de entrada

Em Informe Publicitário publicado em alguns jornais na segunda-feira (17/08), o Sinstal afirmou que as empresas alocadas no sindicato possuem cerca de cinco mil funcionários contratados e que “as demissões devem afetar um universo de mais de 20 mil pessoas”. Questionada sobre o início das demissões, Vivien foi taxativa: “começam nesta semana.”

Vivien se posiciona contrária à decisão da Anatel e diz que apenas “defende os interesses das empresas e trabalhadores”. A presidente do Sinstal diz ainda que essa demora na liberação afeta todo o Estado, já que muitas cidades contam apenas com a Telefônica como provedora.

Também de olho na movimentação que acontece em Brasília está o presidente da Associação Brasileira de Pequenos Provedores de Internet e Telecomunicações (Abrappit), Ricardo Lopes Sanchez. Em cálculos próprios, Sanchez acredita que, neste período de proibição, a Telefônica tenha perdido pelo menos 50 mil vendas líquidas. “Quantos paulistanos estão sem atendimento? A Net não atende todo o mercado”, questiona.

Sanchez avisa que existe um impacto em cadeia e que muitos dos pequenos provedores devem enfrentar problemas de demissões. “Sem venda, fica parado. Não vende nem serviço adicionado (como anti-vírus)”, afirma.

Apesar de defender os interesses dos pequenos provedores, Sanchez não questiona e nem julga a decisão da agência, prefere não classificar de certa ou incorreta, mas acredita que a Anatel poderia ter avaliado outras formas de punição. “Não dá para falar que a Anatel errou. Mas foram diversas paradas, poderia ter tido ação na segunda vez. Estamos falando de São Paulo, a internet é fundamental.”

A proibição da venda do Speedy foi determinada pela Anatel em 22 de junho por conta das falhas que ocorreram no serviço. Desde então, a Telefônica trabalha em um grande plano para melhorar sua rede. A primeira etapa, já concluída, foi uma ação para estabilizar a rede. Os detalhes do que a companhia executou seguiram para a Anatel e representantes da agência visitaram a empresa para avaliar se o que foi feito atendiam as exigências do órgão.

O relatório sobre o caso está nas mãos de Emília Ribeiro, que é conselheira da Anatel; ela pediu mais detalhes técnicos para poder se posicionar. Em algumas ocasiões, quando falou com a imprensa, o presidente da Telefônica, Antonio Carlos Valente, informou que não tinha um posicionamento da agência e que era preciso aguardar a dinâmica do órgão.

Em coletiva de imprensa para anunciar a finalização do plano de estabilização da rede, ocorrida em 17 de julho, a operadora estimou que, em meses bons, chegava a vender cerca de 100 mil assinaturas.

Leia também:

Acompanhe: Anatel determina suspensão da venda do Speedy

Next Justiça americana indicia hacker por roubo de 130 milhões de cartões de crédito »
Previous « Técnicas como Conficker e Trojan.Dozer são retomadas
Share
Published by
Editorial IT Forum 365
17 anos ago

    Related Post

  • Novos executivos da semana: Uncover, Tech for Humans, Diebold Nixdorf, Unico e mais
  • Se o Brasil não organizar seus dados culturais, outro fará isso por nós, alerta Jorge Brivilati
  • CBYK nomeia Maurício Matsuda como novo CEO

Recent Posts

  • Notícias

83% dos CIOs já adiaram projetos estratégicos por restrições de orçamento

A pressão por controle de custos vem alterando a dinâmica das áreas de tecnologia nas…

1 semana ago
  • Estudos

Fintechs brasileiras captam US$ 2,77 bi em 2025 e entram em nova fase de maturidade

O mercado brasileiro de fintechs passou por uma transformação no perfil dos investimentos em 2025.…

1 semana ago
  • Notícias

Sioux aposta em IA e dados para nova fase de experiências digitais e expande atuação para a Europa

O avanço da inteligência artificial e o uso estratégico de dados vêm transformando a forma…

1 semana ago
  • Artigos

Qual é o risco do desenvolvimento de software com IA?

Por Ramon Ribeiro Quase metade do código produzido por assistentes de inteligência artificial contém vulnerabilidades…

1 semana ago
  • Notícias

Se o Brasil não organizar seus dados culturais, outro fará isso por nós, alerta Jorge Brivilati

Peça a um modelo de inteligência artificial que gere a imagem de uma cidade, sem…

1 semana ago
  • Notícias

Novos executivos da semana: Uncover, Tech for Humans, Diebold Nixdorf, Unico e mais

O IT Forum apresenta, semanalmente, os novos executivos e os principais anúncios de contratações, promoções e mudanças…

1 semana ago
All Rights ReservedView Non-AMP Version
  • L