Recrutadores, profissionais empregados e desempregados estão otimistas em relação ao mercado de trabalho nos próximos seis meses, segundo a 10ª edição do Índice de Confiança (ICRH) da Robert Half .
O índice de percepção saltou de 51,9 pontos em julho para 53 pontos em outubro de 2019. Conforme os dados levantados pela consultoria, mais da metade dos profissionais responsáveis pelo preenchimento dos cargos acredita que 2020 será melhor do ponto de vista de abertura de vagas.
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“O avanço do indicador consolidado pode apontar projetos saindo da gaveta, novos investimentos e a necessidade de novas contratações. Para os profissionais, estejam eles empregados ou desempregados, a evolução do índice de confiança pode significar novos desafios e oportunidades”, explica Fernando Mantovani, diretor geral da Robert Half.
A partir das descobertas do estudo, Mantovani recomenda a adoção de cinco boas práticas por parte das empresas:
Segundo o relatório, apenas 12% dos profissionais pretendem permanecer na mesma função e empresa em 2020. Além disso, 38% esperam ser promovidos e 4% desejam trocar de área. Já 26% planejam se desligar da organização atual, 8% mudar de empresa e área, 5% abrir o próprio negócio e 3% ter experiências em outros países.
Os profissionais entrevistados afirmaram que a falta de compatibilidade entre salário e benefícios desejados e oferecidos foi a principal razão que os levou a não serem admitidos em processos seletivos. Para Mantovani, a descoberta alerta que as empresas trabalhem na estruturação de ofertas compatíveis com as praticadas no mercado de trabalho.
Para o desenvolvimento dos negócios, Matovani aconselha que as empresas dividam as demandas em diferentes etapas e contratem profissionais especializados para executá-las. Desde a reforma trabalhista de 2017, 57% dos profissionais que atuam por projetos afirmaram que a oferta de trabalho na modalidade aumentou.
“Dessa forma, sem inflar o quadro de colaboradores permanentes, a cada etapa concluída será possível avaliar se é viável continuar ou paralisar o projeto”, acrescenta Mantovani.
Durante o processo de recrutamento, 17% das empresas entrevistadas afirmaram enfrentar desafios de contratação para cargos estratégicos sem que a rotina seja afetada. Além disso, 12% das companhias possuem dificuldade de decidir entre dois profissionais qualificados.
“Em casos de urgência no preenchimento de uma vaga ou de demanda por um perfil muito específico de profissional é importante que a área de seleção da companhia considere contar com o apoio de uma empresa especializada em recrutamento. Não porque a equipe interna não seja competente, mas sim pelo fato de que um parceiro terceirizado especializado pode contribuir para a aceleração do processo de uma maneira eficiente”, diz Mantovani.
Apesar de parte importante da população brasileira permanecer desempregada, o número de profissionais qualificados na mesma situação é relativamente baixo. De acordo com Mantovani, 80% dos empregadores têm dificuldade de encontrar colaboradores qualificados durante o recrutamento. Pensando nisso, o especialista aconselha que as empresas se preparem para disputas pela atenção de talentos.
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