Manter o ritmo de crescimento com base na receita de dados é a estratégia que a TIM Participações pretende manter para este ano, segundo enfatizou presidente Rodrigo Abreu nesta sexta-feira (14/02), durante apresentações de resultados.
Ao longo do ano passado, a TIM obteve um lucro de R$ 1,5 bilhão, um acréscimo de 3,9% em relação ao ano anterior. Já o lucro referente ao quarto trimestre do ano passado foi de R$ 498,9 milhões, um aumento de 7,9% sobre o mesmo período de 2012. Os resultados positivos, segundo avaliou o presidente em conferência com jornalistas e analistas, foram impulsionados principalmente pela receita de dados.
Para este ano, a empresa prevê evolução de 20% no segmento de dados e, para tanto, planeja atrair clientes que ainda utilizam apenas planos de voz – o que representaria cerca de 70% de sua base, informou Abreu. Além disso, a companhia espera que a retomada do negócio de telefonia fixa, com a reestruturação da Telemig, contribua para a expansão da receita em 2014.
“Existe todo um trabalho para manter o ritmo de crescimento de receita de dados e há um potencial de usuários que ainda não usam dados e que podem ajudar a sustentar esse crescimento a partir do momento que passarem a utilizar smartphones. Isso pode sustentar que o crescimento de dados se mantenha acelerado e superior ao de voz, que é mais vegetativo”, disse.
A empresa, líder no mercado pré-pago, é a segunda operadora no mercado pós-pago em voz, registrando um crescimento de 15% desses acessos no último ano. E para apoiar tal estratégia, o presidente enfatizou que a companhia continuará a investir em sua infraestrutura para ampliar a cobertura de rede 3G e 4G, assim como em 2013. No ano, segundo a Anatel, a TIM aparece como a operadora que mais destinou investimentos para aumento de sua infraestrutura, totalizado em 90,1% do Capex (R$ 3,87 bilhões) destinados para implantação de antenas e outros elementos.
Na apresentação, o presidente reforçou que a empresa brasileira é um ativo estratégico para o grupo Telecom Itália e que não existe nenhum processo em negociação referente a aquisição pela Telefônica-Vivo. Abreu também negou hipótese de fatiamento da companhia entre outras telco. “Esse tipo de boato não vai atrapalhar a execução de nossos planos estratégicos e não fazem o menor sentido”, disse.
O presidente ainda destacou a continuidade de investimentos em tecnologias de hotspots para áreas de maior concentração, que atualmente somam cerca de 900 pontos ativos. A intensificação deve se concentrar nas cidades-sede do mundial de futebol. Já os investimentos em smart cell seguem em ritmo conservador, em grande parte ao aguardo pela definição da regulamentação do Fistel.
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