O Porto Digital, localizado em Recife (Pernambuco), tem como meta chegar a 20 mil funcionários em 2020. A afirmação foi feita por Francisco Saboya, presidente do Porto Digital, durante Aula Magna, aberta ao público que ocorreu na Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), nesta quarta-feira (28/03). Também está no objetivo da organização se tornar um dos pilares do futuro da economia do estadoEstado.
Criado em 2000, com apenas três empresas e 46 profissionais, o Porto Digital – atualmente – tem, atualmente, 6,5 mil pessoas trabalhando em software, em 200 empresas e com faturamento de R$ 1 bilhão esperado paraem 2010 (estimativa). Crescimento que resulta da combinação entre incentivos fiscais, boas estruturas imobiliárias e programa massivo de capacitação.
O porto foi criado a partir da necessidade de conectar a universidade com o mercado e o governo, seguindo o modelo triple helix. Os três elementos andam separados, mas “quando convergem criam um modelo de sucesso”, como o Vale do Silício (ambiente de inovação em tecnologia localizado na Califórnia, Estados Unidos).
O local para a instalação do modelo foi escolhido a dedo. A região estava “completamente largada e abandonada” depois do declínio da economia cafeeira e açucareira, que movia a cidade – situação que foi agravada com a construção do porto de Suape, que fica a 40 quilômetros da localização atual do Porto Digital. “No centro, existem os armazéns e todo o ecossistema que mantinham o porto funcionando e o estado Estado deles estava completamente decadente”, conta Saboya. Com a vinda das empresas essa situação mudou. Atualmente são mais de 50 mil metros quadrados de imóveis históricos restaurados.
Tem outro motivo: a intenção era alavancar a economia da região, por isso o Porto porto não poderia ficar muito perto da universidade – que tem foco em pesquisa – e nem das empresas – que fazem o mercado girar. A intenção era criar um ambiente propício para a inovação em uma localização neutra. Eles conseguiram. “O porto digital conseguiu adensar em uma mancha do território os ativos institucionais e os ativos provados para trazer a sinergia e a proximidade que o convívio cotidiano pode gerar. O lugar é um ponto importante na construção de um elemento estratégico”, explicou .o presidente do Porto Digital.
Para gerenciar o porto Porto Digital, foi criada uma organização social privada sem fins lucrativos contratada pelo governo pelo Governo do Estado para aplicar políticas especificas para desenvolver a industria indústria de TI local.
Ele atua nas áreas de desenvolvimento de sistemas embarcados, inteligência artificial, redes neurais, segurança da informação, games e entretenimento, sistemas de gerenciamento (ERP, BI), teste de software, outsourcing, desenvolvimento de software on demand e call center. No futuro a expectativa é de trabalhar na área de mídias.
Para encerrar a aula sobre o Porto Digital, Saboya revelou mais um objetivo para os próximos três anos: expansão territorial e imobiliária – com cerca de 70 metros quadrados de imóveis restaurados e se tornar um pilar no desenvolvimento histórico da cidade
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