A área de tecnologia da informação da sua companhia é estratégica? Para 45% dos 176 CIOs das 501 a 1 mil maiores companhias participantes do estudo Antes da TI, a Estratégia, a resposta é sim. Já para 37,4%, o momento é de transição. “Quase 16% disse que o departamento é suporte ou fábrica e isso é altamente perigoso para a TI, configurando, até, um passaporte para ter a posição do CIO em xeque”, avaliou Sergio Lozinsky, fundador e consultor da SLozinsky e um dos responsáveis pelo estudo em parceria com a IT Mídia.
Em apresentação dos resultados do estudo no IT Forum+, que acontece nesta semana na Praia do Forte (BA), Nilo Morikawa, CIO da Furukawa, afirmou que a TI está no organograma, mas não no board. Cenário que está mudando, disse. “Fazemos planos de orçamento e investimento junto com as áreas de negócios. TI e negócios estão muito juntos agora, especialmente em função de um projeto de e-commerce que estamos implementado”, detalhou.
Outro CIO participante, que estuda a adoção de um projeto de Indústria 4.0, afirmou que na sua empresa, atuante do setor de manufatura, embora o orçamento de TI seja de responsabilidade da área, nenhum projeto é executado sem a participação ativa de um usuário de negócios, que ganha status de corresponsável pela entrega.
A discussão sobre a necessidade de TI ser aliada e andar lado a lado dos negócios é antiga, mas ainda tem muito a evoluir, observou Reinaldo Roveri, sócio e consultor da Stratica, que também foi responsável pelo estudo Antes da TI, a Estratégia. Ser esse elo é fundamental para o CIO de hoje e talvez até em função dessa característica que estudo da Stratica mostra que dos 1 mil CIOs do Brasil, quase 18% estão fora do mercado.
Questionados sobre qual a real relação entre TI e negócios em suas empresas, 50% dos CIOs que responderam ao Antes da TI, a Estratégia que é satisfatória, mas o ideal seria forte alinhamento, indicado por 29,4% dos líderes de TI.
Uma mudança em curso mostra que cada vez mais CIOs respondem para CEOs, o que pode fazer da área mais estratégia e mais integrada aos negócios. “Mais de um terço dos líderes de TI responde ao CEO. O reporte ao CFO vem caindo. Hoje, está com 30,7%, mas já foi o dobro disso”, contabilizou Lozinsky.
Entre os CIOs presentes na discussão sobre os resultados da pesquisa, alguns relataram que responder ao CEO pode ser complexo, uma vez que sua agenda é atribulada. Lozinsky acrescentou que “não é pior se reportar ao CEO. A questão aqui é que é preciso ter uma TI com autonomia. Muitos CIOs não se importam, mas eles querem responder para alguém bom que se interesse pela TI”.
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