Se fôssemos resumir em uma frase, diríamos que o objetivo da automação, na área fiscal, é diminuir erros, aumentar a produtividade e evitar prejuízos ao oferecer compliance para as três esferas governamentais. Ok, esse raciocínio serve para quase todos os setores da economia. A diferença? O universo fiscal brasileiro é como uma complexa rede de eletricidade, muitas conexões, algumas inconsistências e, claro, “choques” para quem não segue as regras. Na prática, quanto mais o governo investe em tecnologia, melhor é sua eficiência na identificação de erros e fraudes. Cabe às empresas perceberem e adaptarem-se rapidamente ao novo cenário. Mas como?
Vale a pena investir
Embarcar tecnologia no negócio é um caminho sem volta. Se levarmos em conta as frequentes mudanças fiscais e incluirmos uma pitada de otimismo, chegaremos à conclusão de que investir em soluções de automação fiscal baseadas em nuvem são a melhor alternativa. Com elas, ganha-se em agilidade e em escalabilidade – afinal, a crise vai passar e a economia voltará a crescer.
Agora, engana-se quem pensa que a automação é um processo caro, ao contrário. Hoje, com a profissionalização dos primeiros fornecedores desta tecnologia, já é possível contratar o serviço por transação. Custa alguns centavos e, como benefício, pode-se economizar alguns milhões em multas. Além disso, um estudo da Avalara USA identificou 56% de redução de tempo das transações quando os processos são automatizados. O número fala por si só: a automação é importante, não só para a redução de erros, como também para a padronização de processos e otimização de tempo da equipe.
Mas não por acaso falamos em “primeiros fornecedores”. O RPA (Robotic Process Automation), quando um “robô” faz o trabalho repetitivo e libera o funcionário para realizar ações mais analíticas, vem crescendo no Brasil há não mais que dois anos.
Para se ter uma ideia deste mercado: não existe nenhuma ferramenta que não seja multinacional. Arrisco dizer, inclusive, que não passam de 10% das empresas de grande porte que já possuem o serviço em terras tupiniquins. Um nicho e tanto a ser explorado por nós, parceiros de tecnologia.
Encerro este artigo com um alerta importante: com cada vez mais avanços tecnológicos sendo aplicados, é crucial escolher um fornecedor que reúna uma boa consultoria para identificação de necessidades do negócio, ajustes de processos e, por fim, implantação de soluções fiscais com RPA embarcado. Só assim, o gestor tributário terá certeza que a empresa está em compliance. Mais do que isso, que seus funcionários estão realizando atividades realmente estratégicas com o menor risco fiscal.
neste mundo em que a eficiência é soberana para a lucratividade, cada vez mais tempo é dinheiro.
(*) Carlos Kazuo Tomomitsu é gerente Geral da Avalara Brasil
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