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Quando o iPad foi lançado em 2010, ele criou um novo mercado, o mais quente a atingir a computação desde a loucura do netbook há alguns anos. E, como na loucura do netbook, todos sentiram que tinham que lançar algo.
Como resultado, os tablets com base Android começaram a aparecer de inúmeros fornecedores e a Research In Motion decidiu lançar sua própria plataforma e desenvolver um tablet que fosse feito especialmente para a sua base de consumidores. Agora, quase um ano depois, é bastante óbvio que a empresa precisa admitir seu erro e abrir mão do projeto, se não for assim, o tablet continuará a afundar a empresa.
Não acho que seja exagero dizer que o PlayBook não ganhou nem um único usuário que já não tivesse um BlackBerry. O tablet não é um dispositivo próprio, já que exige a presença de um smartphone da marca para ter e-mail corporativo, contatos e agenda. A RIM teve a audácia de dizer que não perdeu um recurso, mas que adicionou mais segurança ao dispositivo com a decisão.
Mesmo os proprietários de BlackBerry que querem um tablet não estão interessados no PlayBook: somente 8,5% dos dos que querem um tablet querem o dispositivo da marca, a maioria quer o iPad.
Ao desenvolver a plataforma QNX para o tablet, a RIM gastou muito recursos. Até agora, isso foi um péssimo investimento. O PlayBook além de não dar lucro, custou à empresa US$ 485milhões. Esse dinheiro teria sido melhor empreendido com o lançamento do BlackBerry 10 no mercado – plataforma que teve seu lançamento atrasado para 2012.
A RIM precisa abrir mão do tablet. Isso causou a perda de foco e contribuiu para o estereótipo de empresa que está fora de sincronia com o mercado e seus clientes. Em vez disso, 100% dos recursos da companhia deveriam estar investidos para garantir o rápido lançamento do BlackBerry 10. O o dispositivo não vai ganhar para a RIM um único cliente corporativo, e, para piorar a situação, a atual safra de dispositivos BlackBerry 7.x causa a perda de clientes para o iPhone e Android.
Tradução: Alba Milena, especial para o IT Web | Revisão: Thaís Sabatini
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