Petrobras e Lactec criam software para análise de energia eólica em alto mar

Software CPE-Offshore é fruto de projeto aprovado pela Aneel e promete melhorar planejamento de parques eólicos offshore

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Imagem: Divulgação

A Petrobras e o centro de pesquisa Lactec anunciaram essa semana a conclusão de um projeto de pesquisa regulado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) para a criação de uma plataforma desenvolvida para auxiliar na aquisição, construção, montagem e comissionamento de parques eólicos em alto mar – chamados de “offshore”. O projeto deu origem a um software chamado CPE-Offshore.

“Planejar uma usina eólica offshore envolve equilibrar uma infinidade de detalhes que impactam diretamente a viabilidade técnica e financeira do projeto. O CPE-Offshore surgiu para modelar essas variáveis no contexto brasileiro, oferecendo uma análise integrada e robusta”, explica em comunicado o pesquisador Felipe José Lachovicz, que integra a equipe do projeto.

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O software é composto por diferentes módulos que consideram uma série de fatores, incluindo seleção de turbinas eólicas, definição da topologia do parque, fundações, seleção de portos, processo de instalação, manutenção, ciclo de vida e descomissionamento. Um dos mais cruciais é o de cabos e subestações responsável pelo Balance of Plant Elétrico (EBOP), que calcula a parte elétrica do parque eólico, da coleta à conexão ao Sistema Interligado Nacional (SIN).

Segundo Lachovicz, o EBOP representa cerca de metade dos custos totais de instalação de um parque eólico do tipo, e por isso uma modelagem adequada “é fundamental para otimizar soluções e reduzir despesas associadas”. O Brasil, com 7.367 km de costa e 3,5 milhões de km² de espaço marítimo, com ventos constantes e fortes, é considerado de alto potencial para esse tipo de geração de energia, apesar dos desafios.

Outras descobertas

A pesquisa traz outras conclusões importantes para o futuro dessa indústria no Brasil, incluindo a distância em que esses parques precisam estar para se adequarem ao padrão brasileiro (até 180 km da casta) e as combinações mais adequadas de reatores para compensação de potência reativa.

O módulo também é capaz de estimar as dimensões físicas e o peso dos componentes e da plataforma das subestações offshore. São informações consideradas críticas para o planejamento da logística, construção e fundações dessas gigantescas plataformas marítimas.

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