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Pesquisadores identificam desenvolvedores de ataques de dia zero contra o Windows

Pesquisadores desenvolveram uma técnica com a qual identificaram os desenvolvedores de ataques a vulnerabilidades de softwares, incluindo ataques de dia zero, amplamente disseminados por criadores de malware contra o Windows. Os pesquisadores detectaram a “impressão digital” de desenvolvedores específicos.

Os pesquisadores da Check Point detectaram a presença de ataques criados por esses desenvolvedores em famílias de malware específicas. Também detectaram ataques adicionais produzidos pelo mesmo desenvolvedor, uma vez que compartilha uma “impressão digital” única.

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Com isso, eles conseguiram bloquear todas as famílias de malware que utilizem um ataque anteriormente estudado e cuja a “impressão digital” já tenha sido identificada.

Para que novos malwares sejam criados é necessário encontrar vulnerabilidades em softwares para os quais não existam ou não estejam em utilização patches ou soluções – as chamadas explorações de dia zero, explica a empresa de pesquisa e consultoria.

Os desenvolvedores especializados na criação de explorações deste tipo procuram por essas vulnerabilidades, elaboram um código que lhes permitam se beneficiar das mesmas, procedendo, depois, à sua venda a outros cibercriminosos que, a partir do código comprado, constroem malwares.

“Quando a Check Point desvenda uma vulnerabilidade, nós demonstramos a sua seriedade, reportando-a ao fornecedor indicado e nos certificamos de que existe uma patch para evitar que represente uma ameaça. Contudo, para os indivíduos que comercializam estas explorações, a história é completamente diferente. Para eles, encontrar uma vulnerabilidade é apenas o início. Eles precisam explorá-la no maior número possível de versões de softwares e plataformas, de modo a monetizá-la e, assim, obter a satisfação dos seus ‘clientes’”, afirma Itay Cohen, Pesquisador de Malware na Check Point.

Monitoria

Os pesquisadores descobriram um método que lhes permitiu identificar e rastrear desenvolvedores de exploits, com o objetivo de reduzir a quantidade de novos ataques de dia zero. Eles aplicaram as mesmas técnicas usadas para investigar autores de malware e grupos APT para desenhar um esboço digital composto do criador do exploit.

Ao utilizar esse método de análise, eles identificaram o trabalho de um dos desenvolvedores mal-intencionados mais ativos e predominantes para o Kernel do Windows, chamado “Volodya” e conhecido também por “BuggiCorp”. O Volodya vende códigos para explorar ataques de dia zero e vulnerabilidades críticas.

Os pesquisadores constataram que o Volodya estava ativo pelo menos desde 2015, identificando 11 códigos de exploração diferentes, elaborados para o Kernel do Windows. Resultado destes códigos, diferenciam-se nomes conhecidos do cibercrime, como o Dreambot e o Magniber, bem como famílias de malware como o Turla e o APT28, comumente associadas à Rússia.

O segundo desenvolvedor e vendedor mal-intencionado identificado é conhecido por “PlayBit” ou “luxor2008”. Os pesquisadores constataram cinco explorações diferentes de autoria de PlayBit, as quais foram vendidas posteriormente a grupos de cibercrime como o REvil e Maze. Ambos são conhecidos por desenvolverem ransomware.

“Nós acreditamos que esta metodologia de pesquisa pode ser utilizada para identificar outros desenvolvedores de exploits. Nós recomendamos a outros pesquisadores que testem a técnica que sugerimos e a adicione ao seu conjunto de ferramentas”, adiciona Cohen.

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Published by
Redação
Tags: Check Point.
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