Profisisonais de educação do Brasil (100%) acreditam que o uso da tecnologia deve mudar a maneira como os estudantes aprendem. A opinião dos brasileiros está acima da média mundial, que foi de 85%. A média da América Latina é de 99%. Esses são alguns dos resultados da pesquisa global encomendada pela Cisco e conduzida pela Clarus Research Groups.
O estudo global aponta, principalmente, para a “aprendizagem conectada” em uma economia em rede, que exige o desenvolvimento da tecnologia para aumentar a competitividade global da educação. Para 88% dos entrevistados de instituições brasileiras, a tecnologia também deve aprimorar a forma como os professores ensinam, contra 76% de outras regiões do mundo e 91% da América Latina.
O estudo incluiu entrevistas, realizadas entre setembro e novembro de 2010, com 500 gestores de educação e tomadores de decisão da área de TI, em instituições educacionais, de 14 países nos cinco continentes: Austrália, Brasil, China, França, Alemanha, Índia, Itália, Japão, México, Rússia, Arábia Saudita, África do Sul, Emirados Árabes Unidos e Reino Unido. A pesquisa também incluiu 600 profissionais dos EUA. Metade dos entrevistados era de escolas de ensino fundamental e médio e a outra metade era de faculdades e universidades.
Na América Latina
Os resultados da América Latina, que mostram números consolidados do Brasil e México também apontam que para 94% dos entrevistados, a tecnologia terá um papel importante para preparar a força de trabalho do futuro, contra 70% de outras regiões pesquisadas.
Os principais investimentos do Brasil e México são em serviços wireless (54%), serviços de vídeo (46%) e em tecnologia para salas de aula – como quadros interativos (43%). 70% dos entrevistados no Brasil e México acreditam que a tecnologia deve melhorar a qualidade do ensino. Ao investir em tecnologia na educação, a América Latina prima por inovação e criatividade (47%), ficando a frente de Europa (40%) e Estados Unidos (20%).
A América Latina é a região com maior percepção do valor da aprendizagem on-line global, ao lado do Oriente Médio e África, com pontuação de 8,7 em uma escala de 1 a 10.
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