Países terão que gastar 1% do próprio PIB em infraestrutura para a IA soberana

Segundo consultoria, 35% dos países estarão em plataformas de IA específicas para a região até 2027

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A imagem apresenta um conceito visual futurista relacionado à Inteligência Artificial e tecnologia digital. Detalhes principais: Elemento central: Um circuito eletrônico estilizado com a sigla “AI” no centro, representando um processador ou núcleo de inteligência artificial. Linhas conectadas irradiam do chip, formando uma rede que simboliza conectividade e processamento avançado. Ícones ao redor: Cadeado (segurança digital). Globo com WWW (internet e conectividade global). Wi-Fi (conexão sem fio). Envelope (comunicação digital). Engrenagens (automação e processos). Lâmpada (inovação e ideias). Alvo (precisão e estratégia). Usuários (interação humana). Carrinho de compras (e-commerce). Contexto físico: Uma mão aberta sustentando a projeção digital, sugerindo controle ou domínio sobre a tecnologia. Fundo escuro com iluminação suave, destacando os elementos digitais em tons de branco e azul brilhante, criando uma estética moderna e tecnológica. Essa imagem transmite inovação, integração de IA em diferentes áreas (segurança, comunicação, automação, comércio) e transformação digital. pib, AIops, ceos, qualcomm
Imagem: Shutterstock

Países que estabelecerem políticas de soberania de IA terão que gastar pelo menos 1% do próprio produto interno bruto (PIB) em infraestrutura para a tecnologia até 2029. Isso deve acontecer especialmente entre organizações não-ocidentais, em locais preocupados com influência excessiva de certos países sobre o desenvolvimento da tecnologia.

Segundo o Gartner, dono da previsão, a soberania de IA é a capacidade de uma nação de controlar como a inteligência artificial é desenvolvida, implementada e utilizada. As pressões geopolíticas e os riscos de segurança nacional são algumas das razões que estão levando governos e empresas a acelerar investimentos em IA soberana, diz a consultoria.

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Há também um receio de “ficar para trás na corrida tecnológica da IA”, o que levará nações e companhias a investirem na autossuficiência de IA.

“Os data centers e infraestrutura das fábricas de IA formam a espinha dorsal crítica do stack de IA que viabiliza a soberania de IA”, explica em comunicado Gaurav Gupta, vice-presidente analista do Gartner. “Como resultado, data centers e infraestrutura das fábricas de IA verão uma expansão e um volume de investimentos explosivos, impulsionando algumas empresas (…)”.

Segundo o mesmo Gartner, conforme já antecipado anteriormente aqui no IT Forum, 35% dos países adotarão plataformas de inteligência artificial específicas para suas regiões até 2027, utilizando dados contextuais proprietários. O Gartner também prevê que a dependência de plataformas aumentará de 5% para 35% até o mesmo ano.

“Países com metas de soberania digital estão ampliando investimentos em stacks nacionais de IA à medida que buscam alternativas ao modelo fechado dos Estados Unidos, incluindo poder computacional, data centers, infraestrutura e modelos alinhados às leis locais, à cultura e à região”, diz Gupta. Para a empresa, modelos localizados entregam mais valor contextual, e LLMs regionais superam modelos globais em aplicações como educação, conformidade legal e serviços públicos, especialmente em idiomas que não o inglês.

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