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País não percebe velocidade da onda de inovação, afirma presidente da IBM Brasil

O mundo passa por uma série de transformações que já resultam em mudanças fortes no dia a dia das pessoas e das empresas. A maioria já reconhece o papel fundamental que tecnologia tem exercido nessas mutações, mas boa parte também parece paralisada diante do turbilhão de coisas que acontece e não consegue esboçar uma reação de forma a adaptar-se ao novo momento, formar capital humano para essa nova era e preparar aqueles cujas posições estão desaparecendo para ocupar novos papéis nessa sociedade que se cria.

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Parte dessa conclusão veio do presidente da IBM Brasil, Marcelo Porto, quando dizia não acreditar que a tecnologia e as máquinas substituirão em 100% as pessoas, mas que haveria uma complementaridade e que, embora muitos cargos deixariam de existir, outros seriam criados. Diante do posicionamento, o executivo foi questionado se o País e o mercado estavam encarando essa realidade como deveriam, formando pessoas para preencher essas novas posições e outras que possam vir a ser criadas. 

“Eu vejo o País muito atrasado para formar e ocupar novos perfis e as lacunas que surgem por conta de tecnologia”, disparou Porto. “Estive em um evento recentemente e quando perguntei sobre blockchain, por exemplo, talvez menos de 0,5% da plateia tinha ouvido falar ou conhecia essa tecnologia”, continuou, para completar: “O País não está percebendo a velocidade que esta onda (de inovação) está chegando. Se não se conscientizar, pegue um salva vidas. As empresas também estão atrasadas. E com isso estamos perdendo posições no ranking de inovação”. 

Falando especificamente de tecnologia, o momento atual é complexo, é verdade, mas nada justifica a paralisia. É preciso aproveitar o estágio atual para investir em conhecimento. Como lembrou Mauro Seguro, CMO da IBM, toda essa ebulição acontece porque “diversas tecnologias, como realidade aumentada, realidade virtual, internet das coisas, inteligência artificial e computação cognitiva, estão chegando ao amadurecimento ao mesmo tempo e isso provoca essa movimentação e reduz os ciclos de inovação.”

O ponto positivo da conversa com os executivos da IBM é que nem tudo está perdido. Existem empresas no País preocupadas com essa avalanche de inovação e com todos os impactos em nosso modo de viver. São companhias que apostam em tecnologias emergentes, mas em busca de respostas para esse novo tempo. É como se estivessem de fato enfrentando essa transformação como se deve. 

Dois exemplos citados por Porto vêm da área da saúde. O Grupo Fleury, por exemplo, está com um grande projeto de uso de Watson aplicado ao genoma. Ainda está em piloto, mas os ganhos são imensos. A outra empresa é a TheraSkin, que aplica a mesma tecnologia para o desenvolvimento de novos produtos na área de dermocosmética. Isso faz com que o setor, inclusive, seja uma das grandes apostas da empresa, além de finanças e educação. 

O presidente da IBM Brasil lembrou ainda que diante de tudo que tem acontecido e com o amadurecimento dessas tecnologias emergentes e a grande disponibilidade de informação, a companhia passa a comparar o dado com recurso natural, e esse dado iluminado, com uso de inteligência artificial, traz possibilidade ímpares. “Humanizar a tecnologia e a experiência de uso é um dos alicerces da transformação digital”, observou, ao refletir sobre os impactos da computação cognitiva e inteligência artificial na sociedade atual. 

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Published by
Redação
Tags: computação cognitivaIBMinteligência artificialWatson
10 anos ago

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