OpenFlow, SDN e uma revolta na indústria

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OpenFlow, SDN e uma revolta na indústria

Rede definida por software (Software-Defined Networking, ou SDN) começa a se destacar como um conceito singular, algo difícil de definir e, ainda mais, de comentar sobre. Inúmeras companhias que fornecem infraestrutura de redes e cloud computing querem separar os elementos de software que controlam a rede do hardware de rede.

A grande ideia – e esse é um argumento clássico da indústria tecnológica – é que é possível  realizar mais separando o sistema operacional dos aplicativos, o sistema operacional do hardware e, em computação em nuvem, o servidor do serviço. Com base no discutido na Interop 2012 (realizada em Las Vegas no início de maio), acredito que o SDN – do qual o OpenFlow da Open Networking Foundation é um exemplo – não é nada mais do que a união da indústria contra os poderes entrincheirados, buscando romper a posse de um ou dois fornecedores que são tão dominantes no mercado, que a inovação em rede parece se mover à velocidade dos  ciclos de seus produtos.

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O OpenFlow teria chance se os provedores de serviço em nuvem fossem como os fornecedores de infraestrutura de redes e estivessem ouvindo seus clientes e construindo suítes e routers de uma maneira que desse o controle e a flexibilidade para criar e fornecer novos serviços?

É surpreendente que a  Amazon, o Google e alguns dos primeiros exemplos de grandes provedores de nuvem pública tenham escrito seu próprio software e rede e usado infraestrutura não tradicional para começar a fornecer seus serviços de rede? Por quê? Seria possível achar um fornecedor que desse a eles uma solução de nuvem a um preço baixo?

Isso não quer dizer que os fornecedores de infraestrutura em rede não estão aptos para a nuvem. Executamos um teste gigantesco de várias capacidades de nuvens da Cisco Systems Inc. (Nasdaq: CSCO)  e pode-se perceber que a empresa tem histórico em cloud. A companhia deseja dar aos provedores de serviço as ferramentas para a entrega de qualquer tipo de conteúdo a qualquer tipo de dispositivo, quando e onde os assinantes exigirem.

Mas nem todos os provedores de serviço querem que a Cisco tenha esse tipo de poder. Alguns querem saber se há outro meio.

Cada fornecedor que conversei na Interop tem sua própria visão do SDN. John Roese, vice-presidente sênior e gerente geral da Huawei Technologies Co. Ltd., disse que ficou entusiasmado com o OpenFlow, por ser um recurso, e não um produto. Oscar Rodrigues, CEO da Extreme Networks comentou que sua empresa está melhor posicionada para ajustar a flexibilidade de uma rede definida por software, porque todos os seus produtos executam um único sistema operacional, um contraste para companhias que crescem adquirindo dúzias de produtos e tentando tornar todos interoperáveis.

Duvido que SDN acabe com os gigantes de equipamentos de hoje, mas talvez os torne mais flexíveis. E é seguro dizer que o valor nesta indústria está se afastando do hardware. A virtualização de ativos e o controle desse processo é somente um elemento que está ganhando mais atenção. Podemos juntar e dobrar o valor das empresas , Infinera Corp.Riverbed Technology Inc., Alcatel-Lucent, Extreme Networks e Juniper Networks Inc. e ainda assim, precisaremos de US$ 6 bilhões para chegar à capitalização de mercado da VMware Inc. .  E já que estamos medindo capitalização de mercado, a Cisco, com sete vezes mais funcionários, tem apenas o dobro da capital da VMWare.

Então, sim, o burburinho em torno do SDN talvez seja difícil de explicar. Mas pode ser medido? O OpenFlowHub da Big Switch Networks, um site que hospeda projetos de rede open-source com base no OpenFlow, consegue mais de 28 mil visualizações de páginas por mês.  Se a inovação de rede de hoje estivessem se movendo tão rápido quando a nuvem, não creio que isso fosse possível.

Tradução: Alba Milena, especial para o IT Web | Revisão: Adriele Marchesini

 

 

 

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