Imagem: Shutterstock
A OpenAI anunciou nesta terça-feira (30) o lançamento do Sora 2, evolução do modelo de geração de áudio e vídeo apresentado no ano passado. A novidade vem acompanhada de um aplicativo social próprio, o Sora, que aposta em um formato semelhante ao TikTok, com feed algorítmico de vídeos curtos. A informação foi publicada pelo TechCrunch.
Segundo a empresa, o Sora 2 aprimora a forma como a IA interpreta as leis da física, tornando os vídeos mais realistas. Nos testes apresentados, cenas como partidas de vôlei de praia, manobras de skate, rotinas de ginástica e saltos em piscinas exibiram interações mais fiéis à realidade. Em comparação com a versão anterior, o novo modelo evita distorções de objetos e “teletransportes” irreais.
O diferencial do app, de acordo com a publicação, é o recurso chamado “cameos”, que permite aos usuários inserirem a própria imagem em cenas geradas por IA. Para habilitar a função, é necessário enviar uma gravação única de vídeo e áudio para autenticação de identidade. A partir daí, a pessoa pode autorizar amigos a incluir seu rosto em vídeos colaborativos, criando produções com várias pessoas.
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A OpenAI aposta que essa funcionalidade será o coração da plataforma social, oferecendo uma experiência personalizada de criação e compartilhamento.
O Sora já está disponível para iOS em versão inicial nos Estados Unidos e Canadá, com expansão prevista para outros países. O acesso ao aplicativo é por convite, mas assinantes do ChatGPT Pro poderão testar o modelo Sora 2 diretamente, sem necessidade de convite.
No app, os vídeos gerados podem ser publicados em um feed semelhante ao de redes como TikTok, Reels e Shorts. O algoritmo de recomendações leva em conta atividade no Sora, histórico de conversas no ChatGPT (que pode ser desativado), localização por IP e engajamento em postagens anteriores.
A empresa incluiu ferramentas de controle parental integradas ao ChatGPT, como bloqueio de rolagem infinita, restrições de mensagens diretas e personalização limitada do feed. No entanto, especialistas alertam que a eficácia dessas proteções dependerá do nível de conhecimento técnico dos pais.
Apesar de permitir que usuários revoguem o acesso ao próprio rosto, o recurso de “cameos” levanta preocupações sobre possíveis abusos, já que vídeos não consensuais são um dos maiores riscos associados à IA generativa. A OpenAI afirma que está implementando medidas de segurança, mas o desafio de conter conteúdos prejudiciais continua sendo central.
No lançamento, o Sora será gratuito, com a proposta de permitir ampla experimentação pelos usuários. O único plano de monetização previsto é a cobrança por vídeos extras em momentos de alta demanda, sinalizando que a OpenAI ainda está testando o modelo de negócios da nova plataforma.
Com o Sora, a empresa entra de vez na disputa por atenção no mercado de redes sociais, posicionando-se como concorrente direto de plataformas como TikTok, Instagram Reels e o recém-lançado “Vibes”, da Meta.
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