A Organização das Nações Unidas (ONU) determinou que Julian Assange está sendo mantido de forma arbitrária na Embaixada do Equador, em Londres.
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Em
parecer divulgado nesta sexta-feira (5/2), o Grupo de Trabalho para Prisão Arbitrária afirma que o mandado emitido pelo governo britânico para a prisão do australiano é ilegal e que a Suécia deveria indenizá-lo pelos anos de detenção.
Além disso, o grupo diz que ambos os governos devem trabalhar para “garantir a integridade e a segurança física” de Assange, a fim de “facilitar o exercício do seu direito à liberdade de ir e vir e para garantir pleno gozo dos seus direitos garantidos pelas normas internacionais em termos de detenção.”
Por sua vez, o secretário de relações exteriores britânico, Philip Hammond, afirmou que a decisão foi “ridícula”.
O advogado de Assange afirmou, em entrevista ao The New York Times, que contrariar a decisão seria o mesmo que contestar uma unidade das Nações Unidas e, consequentemente, ir contra os direitos humanos. E que, portanto, a ordem de prisão deveria ser revogada e as queixas retiradas.
Assange está morando na Embaixada do Equador, em Londres, há cerca de três anos. O criador do polêmico site WikiLeaks disse na quinta-feira, 4, que
se entregaria às autoridades apenas se a ONU garantisse que sua prisão era ilegal. Ele também já foi acusado de estupro, mas o governo australiano negou tal alegação.