O host é o máximo?

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O host é o máximo?

Eram tempos de faroeste. Uma vida aberta a todos, com infra-estruturas compartilhadas que eram constantemente maiores que o necessário e com interrupções da rede e de energia não programadas. E havia a segurança, ou, eu diria, a falta dela. Esta é minha recordação de quando eu era encarregado de colocar e manter a minha empresa “na internet”.

Este modelo precisava ser corrigido por muitas razões. Em primeiro lugar, uma empresanão podia dar-se ao luxo de ter um staff caro preso em celas frigoríficas de terceiros na modalidade collocation. Embora, no começo, fosse um paraíso para excêntricos como eu, a hipotermia acabou se instalando e só o que você queria era estar fora daquele ambiente asséptico. Não podíamos tomar café nem mesmo Red Bull lá.

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Obviamente, havia outra razão para mudar: nenhuma das facilidades de collocation estava ganhando dinheiro. É primordial vender muitas celas pequenas para ajudar a compensar dezenas de milhões de dólares gastos na criação. Hosting talvez seja a solução para o problema. Apesar do hosting não ter proporcionado aos fornecedores o tipo de geração de receita que eles gostariam, apresenta mais viabilidade financeira do que o modelo de collocation jamais conseguiu. Mas o modelo de hosting seria a resposta final?

Tenho muitas queixas do modelo de collocation e igual número de problemas com o modelo de hosting. Provavelmente é o profissional de TI dentro de mim que odeia a idéia de ter uma pessoa sem rosto gerenciando e mantendo meus ativos corporativos na internet. No fundo, sabemos que estas pessoas não fazem o trabalho tão bem quanto você, mas o que nos preocupa constantemente é que, de alguma forma, elas consigam executá-lo. Nenhum dos modelos é perfeito, o que torna ainda mais importante saber no que sua empresa estão entrando logo no início.

Hosting envolve expectativas e confiança. Em geral, as primeiras são muito altas e a última é muito baixa. Gerenciamento de mudança, manutenção programada e escalonamento de problemas precisam ser definidos até o último grau para que se tenha alguma esperança de que o sistema funcione. Qualquer exigência não é demais quando se trata de estabelecer o prazo para que as mudanças aconteçam. Imagine um erro tipográfico e, de repente, sua venda com 5% de desconto se transforma em uma venda com 50% de desconto. Esperar duas horas para que um trouble ticket seja apanhado não ajuda embora se veja um aumento de vendas repentino e, possivelmente, fatal.

Mas a grande mudança que o modelo de hosting traz para a TI é nos obrigar a sermos melhores homens de negócios. Ainda existem pessoas de negócio que criticam a tecnologia por considerá-la complexa demais por que, então, dar-se ao trabalho de aprendê-la?

Igual número de pessoas de TI pensa que entender disk-striping e BGP4 é o que basta para recolher um bom cheque. Estes modos de pensar são similares e igualmente falhos. Quem conhece TI dentro das perspectivas comercial e tecnológica tem a melhor oportunidade de passar um tempo naquela pequena cidade da Espanha ao invés de em algum data center não tão asséptico.

* James Hutchinson é editor da Network Computing EUA

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