Já faz um ano e meio que o Google apertou o passo para trabalhar com canais na América Latina, movimento que culminou, também, com a contratação de Alessandro Belgamo para a diretoria de desenvolvimento de negócios via canais na região. Na época em que chegou, o executivo ocupou a capa da CRN Brasil com a sua visão sobre o Google como negócio.
De lá para cá, muitos casos sobre a utilização do Google for Enterprise pipocaram nos veículos segmentados de tecnologia em toda a região. Todos os negócios contaram com a participação do canal, como a Teevo com o Sport Clube Internacional de Porto Alegre ou a Dedalus com a Universidade Anhanguera. Sem abrir o número de parceiros na região, o executivo conta que a quantidade aumentou em qualidade o que proporcionalmente cresceu sua equipe interna: 300% de 2012 para 2013.
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O sucesso da iniciativa do Google for Enterprise, segundo Belgamo, é o DNA da companhia e a forma como a organização é vista pelo mercado. ?As empresas investem em nós em busca de encontrar o caminho da inovação, nos enxergando como viabilizador de mudanças culturais?, diz o confiante executivo. Talvez por isso o esforço de trabalhar próximo ao parceiro seja necessário, pois um simples deslize pode jogar abaixo as expectativas em torno da visão de negócios do Google.
Para o executivo, uma das coisas que mais se nota na oferta da companhia como negócio é a ?extensão dos benefícios para o cliente?, ou seja, o fato de que o líder de TI não necessariamente é o responsável pela compra da solução. Ele conta um caso: ?uma mineradora no Peru tinha problema para retenção de talentos. A mão de obra é muito cara no setor. Muitos profissionais têm família, e ficam longe dos filhos por meses; não participam da criação. O departamento de RH requisitou a aquisição após mostrarmos as possibilidades do hangout e a colaboração por meio das aplicações de produtividade?, lembra Belgamo. ?Agora a empresa tem taxas de perdas muito baixas, com funcionários mais satisfeitos e, de certa forma, próximo aos seus entes queridos.?
Obviamente, como pontua ele, a TI tem papel altamente relevante, pois é quem vai validar a infraestrutura e a segurança. ?O ponto é que trouxemos outros componentes para a mesa de decisão. Temos a discussão da TI, mas temos a transformação do negócio do cliente, com apelo em mobilidade e colaboração?, frisa. ?O Google é um negócio que extrapola a TI.?
O trato com o canal
Neste ano e meio na companhia de Larry Page e Sergey Brin, o executivo diz ter aumentado a agressividade da busca por educação do parceiro. Com benefícios mútuos, afirma. O Google Partner Connect (GPC), lançado em abril de 2012, ganhou mais funcionalidades e um novo painel de controle (vídeo abaixo).
Entre as melhorias no GPC, houve o aumento de vídeos para treinamento, com crescimento no número de materiais em português. Houve, também, avanço no Partner University, plataforma onde cada membro da equipe de vendas do canal cria seu perfil, com informações sobre interesses e capacidades, e é direcionado para treinamentos que complementam o conhecimento do profissional. ?90% dos cursos podem ser feitos online?, ressalta Belgamo. ?Em julho teremos a primeira versão da academia na América Latina.?
Os negócios com parceiros não estão apenas centrados na plataforma de produtividade. Há também canais para ofertar a ferramenta de busca do Google para as empresas, podendo, dessa forma, a companhia localizar seus arquivos dentro das centenas de informações alocadas nos banco de dados, lembra Belgamo.
Da mesma forma, há negócios em ofertas de soluções geoespaciais, onde entra a recente aquisição do Waze, Maps Engine, Maps API e Coordinate, e as ferramentas para desenvolvimento na nuvem.
Concorrência com a Microsoft
Oriundo da Microsoft, Belgamo acompanha de perto a batalha com o Office 365, que também mostra avanços no mercado, principalmente nas migrações dos clientes mais tradicionais da fabricante de Redmond. Porém o executivo volta a bater na tecla da inovação e exemplifica a situação lembrando o movimento de consumerização. ?Contar com o Google em casa mostra inovação para o cliente. As pessoas querem mudanças e flexibilidade. Assim foi com a consumerização, saindo da estagnação de plataformas antigas para meios mais inovadores. Assim é conosco?, diz.
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