O desafio de migrar para IP

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O desafio de migrar para IP

“O mundo vai virar IP, OK, mas o mundo está confuso e complexo, com analógico e digital convivendo juntos.” O cenário apontado por Ricardo Distler, consultor de mídia, comunicação e tecnologia da Accenture, tem como pano de fundo a transformação na indústria de telecomunicações. Mas até que ponto é vantajoso para as companhias investirem na migração de suas plataformas para IP?Para Distler, os custos de manutenção e operação do sistema atual são muito altos. “Vale a pena o esforço; com IP há redução drástica de pessoal e custo.”. Outro aspecto é que com a migração as companhias agregam também a mobilidade. Distler conduziu o Focus Group sobre convergência e mobilidade no IT Forum 2006. Tanto o ingresso das companhias no mundo IP, como a mudança do mundo tradicional das teles para a convergência, quebram paradigmas. Além disto, outra barreira a ser rompida é do acesso local. “Com a promessa da padronização do WiMax haverá convergência das redes móvel e fixa”, afirmou Ricardo Distler. O WiMax, afirmou o consultor, torna desnecessário o 3G, na medida em que esta tecnologia vai romper a barreira do local de acesso e convergir redes.Distler também ressaltou o que ele chamou de ‘morte anunciada’ do tráfego tarifado de voz. “Há consenso de que este modelo deixará de ser o básico da operadora.” A previsão apresentada por ele indica que até 2008 haverá uma redução de 31% na receita de telefonia fixa.No cenário projetado, o tráfego de voz perde força, enquanto a conectividade e o acesso ao conteúdo ganham importância. No entanto, para que esta projeção se concretize, Distler lembrou que ainda é preciso resolver a questão da legislação. “A movimentação está ocorrendo sem que haja leis”, ressaltou.

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