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Nuvem garante agilidade e inovação em serviços do Santander

Conquistar diferencial competitivo exige, entre outros procedimentos, investimento em tecnologias e conceitos que proporcionem agilidade e perspicácia na condução dos negócios. No caso do Banco Santander, o interesse residia no oferecimento ágil e eficiente de serviços inovadores aos clientes. O desafio foi compartilhado com a tecnologia da informação, que apresentou cloud computing como o melhor caminho para atingir essa meta.

Assim, a rede de 3.623 mil pontos de venda, entre agências e postos de atendimento do Santander, entrou na era da cloud computing. “Entendemos que a nuvem não seria somente uma onda no mercado, mas, sim, um conceito que revolucionaria a forma de gerenciar a infraestrutura de TI”, avalia Carlos Alberto Fernandes Pinheiro, superintendente executivo de Desenho de Serviços e Arquitetura da Produban, empresa de tecnologia do Grupo Santander Brasil.

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Iniciado no final de 2010, o projeto encontra-se na primeira fase, em que a nuvem é utilizada pela área de desenvolvimento e teste de produtos do banco.É lá que sistemas como o de capitalização e poupança são criados.

Mas como funciona, na prática, a cloud no Santander? “No ambiente de desenvolvimento, o profissional precisa solicitar recursos como servidores, software, capacidade de processamento e memória. Eu poderia simplesmente pegar uma máquina e entregar ao funcionário. Mas faço diferente. Deixo que ele escolha equipamentos e configurações de que precisa para trabalhar”, afirma.
 
Pinheiro define esse formato como um self-service de desenvolvimento.
“Criamos um catálogo de serviços e recursos disponíveis. Na bandeja, o profissional escolhe o que é necessário para realizar um desenvolvimento ou teste”, diz.

Para ilustrar as mudanças possibilitadas pela nuvem nesse setor, Pinheiro conta que no cenário anterior, quando os executivos do Santander davam sinal verde para iniciar um projeto, a área de infraestrutura se reunia com a de desenvolvimento para entender os requisitos. Feito isso, estabelecia a estrutura necessária, que era disponibilizada em semanas e até meses.

“Podíamos levar de 60 a 90 dias. Agora, com a cloud, reduzimos esse tempo para horas. O mais rápido que fornecíamos antigamente eram três dias. Hoje, consumimos, no máximo, três horas. Ganhamos agilidade e produtividade.” O executivo explica que, no antigo cenário, muitos projetos não saíam do papel, pois as áreas tinham conhecimento da lentidão para disponibilizar a infraestrutura.

“Na nuvem, não temos mais esse receio. Projetos podem ser colocados na prateleira e depois tirados quando a mesma infraestrutura for solicitada”, pontua. “Como os scripts [linguagens de programação] estão na cloud, conseguimos fazer mais com o que já temos em mãos. Basta replicar”, completa.

A empresa optou pelo modelo privado. “Nos deparamos com algumas preocupações em relação à segurança no modelo público. Depois, identificamos que a nuvem privada afastaria esses receios e seria a melhor estratégia”, diz Pinheiro.

O parceiro tecnológico que ajudou o Santander a chegar a essa conclusão foi a IBM. Na avaliação de José Luiz Spagnuolo, líder de cloud da IBM e responsável pelo projeto no banco, a principal preocupação da adoção não foi tecnológica e sim relacionada a processos. “Fizemos revisões para estabelecer uma metodologia para a solicitação dos recursos de TI. Isso foi fundamental para o sucesso da ação”, diz.

A IBM é parceira do Santander desde 2007 e como já conhecia o ambiente da empresa a entrega da nuvem foi rápida. Além disso, não foram necessárias adaptações na infraestrutura. “Fizemos de tudo para não impactar no trabalho do pessoal de TI. A instalação e a configuração do catálogo, por exemplo, foram realizadas remotamente”, conta.

Por trás da nuvem
De acordo com Pinheiro, além dos benefícios de agilidade na entrega de desenvolvimentos, outras vantagens foram registradas. Como exemplos, ele cita redução do custo total de propriedade (do inglês, TCO), melhor planejamento de compra de ativos e redução no tempo de administração. Para o executivo, esse conjunto vai permitir que o Santander ganhe posições de destaque no setor de atuação. “Cloud é uma variável fundamental em competitividade”, avalia.

No nível em que a nuvem é utilizada no momento, prossegue, a área de negócios não pôde ainda sentir todos os benefícios da mudança. “Hoje, as melhorias estão na área de TI. Conseguimos racionalizar o uso de recursos e conquistamos agilidade na alocação deles. Quando o projeto evoluir, será evidente a rapidez na entrega de produtos”, afirma.

Para ele, quando isso acontecer, a tecnologia deixará de ser vista como centro de investimento em hardware e infraestrutura e se tornará um setor que agrega valor aos negócios.

A empresa está agora em fase de amadurecimento dos processos. Essa etapa vai consumir os próximos quatro meses. Depois disso, o Santander vai evoluir para o próximo nível: o ambiente de homologação. “Em 12 meses, pretendemos ter os primeiros produtos em produção”, espera. Segundo Pinheiro, nem todos os serviços do banco vão migrar para a nuvem.

“Faremos uma avaliação cuidadosa com base em nossos critérios de segurança.” Ele adianta que produtos considerados o coração da operação do banco, como o sistema de conta corrente, não vão para a cloud.
Na opinião de Pinheiro, a nuvem privada será um passo importante para preparar o Santander para a pública. “Quando as preocupações em torno do modelo público forem eliminadas, estaremos prontos para uma possível migração. Cloud já fará parte do nosso DNA”, diz.

Os próximos passos incluem a exploração de outros modelos de cloud, como desktop e storage. Não há, no entanto, uma data para colocá-los em prática. “Estamos dando um passo de cada vez”, finaliza o superintendente executivo de Desenho de Serviços e Arquitetura da Produban.

 

 

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cristina.deluca
15 anos ago

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