Nuvem está no centro da estratégia da Dimension Data para o Brasil

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Nuvem está no centro da estratégia da Dimension Data para o Brasil

Fim de ano não tem jeito. As empresas começam a divulgar seus números, fazem uma avaliação completa e projetam suas metas para os próximos 12 meses. Em geral, os objetivos são ambiciosos. Com a Dimension Data, que há dois anos se tornou parte do japonês NTT Group, não é diferente. A companhia traçou como objetivo para 2014 um avanço de 40%, sendo que boa parte deste crescimento estará ancorada no pilar de redes — sobretudo, pelas vendas para operadoras de telecom, e também via esses provedores. Mas dentro da estratégia, um item mais recente e que deve crescer em importância é computação em nuvem.

De acordo com Marcelo Menta, presidente da subsidiária local, o objetivo é atingir a marca de 500 clientes em 2014. Muito do otimismo está ancorado no data center local, que a companhia terá a partir do modelo de colocation com um provedor ainda a ser definido. Pelo menos três empresas estão no páreo: Terremark, Ativas e Alog. “Nós procuramos um data center para comprar, mas não valia a pena, então, será via parceiro. Construir um ativo do zero não foi cogitado. E ainda existe muito espaço para colocation antes de partirmos para a compra”, justificou Menta durante conversa com jornalistas em São Paulo.

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Embora a oferta de cloud já exista globalmente e alguns clientes brasileiros já usufruam do serviço público, oficialmente, a abordagem de computação em nuvem da Dimension Data no Brasil começa com mais força a partir de janeiro, quando a companhia levará ofertas de infraestrutura como serviço (IaaS), comunicações unificadas como serviço (UC as a service) e até oferta do Office em nuvem.

Para o executivo, um dos principais diferencias da nuvem da Dimension Data está na robustez da infraestrutura. Ele comentou que usa como base o Vblock e toda a gama de hardware e sofware de EMC, VMware e Cisco. “Balanceamos carga com hardware Cisco e os concorrentes fazem isso com software. Software é bom, mas muitas funções valem mais a pena com hardware”, frisou, ao lembrar que, a partir de janeiro, a ideia é fazer um road show pelo País junto com EMC e Cisco para promover a oferta.

Outro ponto ressaltado por Menta é que a oferta de cloud da Dimension não está baseada apenas na nuvem pública. A abordagem privada, na qual eles montam e gerenciam toda a estrutura para o cliente, tendo como base as mesas tecnologias do data center que provê a nuvem pública, está mantida e é bastante buscada por grandes clientes, especialmente para aqueles que querem a eficiência operacional de nuvem para suas aplicações críticas, porém, em ambiente controlado. “Temos um teste com um banco grande para uso de nuvem pública para ambiente de testes, mas as médias acabam adotando mais. Queremos chegar a 500 clientes e 20% do faturamento em um ano.”

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