Usuários de notebooks podem ter, em breve, uma autonomia maior na carga de seus portáteis. A promessa é da empresa ZPower que começa a oferecer, a partir de agosto, uma nova linha de baterias de prata-zinco, mais duráveis do que as atuais de íons de lítio.
Ross Dueber, Chief Executive Officer da ZPower, explica que as baterias de prata-zinco conseguem armazenar mais energia do que as de íons de lítio, oferecendo 40% mais autonomia aos laptops. Segundo ele, se um notebook funciona por duas horas com uma bateria atual, pode ganhar até três horas de uso com o novo componente.
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A química baseada em água torna as baterias de prata-zinco mais seguras em relação às de íons de lítio, que usam dimetil carboneto, um líquido inflamável, em sua composição.
Outra vantagem, ressalta Dueber, é o tempo de vida da bateria de prata-zinco, que não perde a capacidade no primeiro ano de uso, enquanto as baterias de íons de lítio costumam perder 30% de sua capacidade neste período. Após 12 meses, no entanto, as baterias de prata-zinco começam a se degradar da mesma forma que as de íons de lítio, explica o executivo.
O componente de prata-zinco não é uma tecnologia nova, observa Vishal Sapru, gerente do grupo de sistemas de energia da consultoria Frost & Sullivan. Segundo ele, baterias anteriores com este componente já foram usadas em dispositivos militares e espaciais. A novidade é que a ZPower acrescentou a capacidade de recarga a estes componentes.
A preocupação com segurança, especialmente diante de diversos incidentes de baterias que pegaram fogo, pode favorecer a adoção das novas baterias, embora a prata seja um material mais caro.
Na avaliação de Sapru, a preocupação com as baterias de íons de lítio é excessiva. “Pense em quantos laptops e celulares nós usamos e carregamos”, observa. Segundo ele, empresas como a Valence Technologies e a A123 Systems estão estudanto um material de fosfato que pode reduzir o risco de superaquecimento e incêndio das baterias de íons de lítio.
De acordo com Dueber, a idéia é começar a fornecer a nova linha de baterias para os principais fabricantes de notebooks – o executivo não revelou quais fabricantes ou o valor do componente – e partir para o mercado de celulares, nos próximos anos.
O foco em dispositivos móveis é um incentivo da Intel Capital, braço de investimentos da Intel que fez um aporte na ZPower, em 2004.
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