A exploração de dispositivos de internet das coisas (IoT) e a inovação em serviços de ataque DDoS estão levando a maior complexidade e frequência dos ciberataques. Durante o ano de 2017, 57% das empresas e 45% dos operadores de data centers tiveram a largura de banda da internet saturada devido a ataques DDoS.
Os números são do Relatório Anual da Arbor, divulgado pela Netscout Systems, que aponta que houve 7,5 milhões de ataques DDoS em 2017 – segundo dados são da infraestrutura ATLAS (Active Threat Level Analysis System) da Netscout Arbor, que abrange aproximadamente um terço do tráfego global de internet.
As conclusões se baseiam em 390 respostas de provedores de serviços Tier 1, Tier 2 e Tier 3, provedores de hospedagem, operadores móveis, empresas e outros tipos de operadores de rede em todo o mundo. Dois terços de todos os entrevistados se identificaram como profissionais de segurança, rede ou operações.
Complexidade
Mais da metade (59%) dos provedores de serviços e 48% das empresas sofreram ataques multivetoriais, o que representa um aumento de 20% em relação ao ano anterior.
Darren Anstee, diretor de tecnologia da Netscout Arbor, comenta que, em 2017, os ataques se concentraram em complexidade, utilizando dispositivos IoT como armas e afastando-se da dependência de ataques volumétricos maciços para atingir seus objetivos. “Os ataques têm sido bem-sucedidos: a proporção de empresas que perderam receita devido a ataques DDoS quase dobrou, mostrando claramente o perigo dessas ameaças”, afirma.
Impactos financeiros
Ataques DDoS bem-sucedidos têm trazido maior impacto financeiro e operacional: 57% citaram danos à reputação e à marca como o principal impacto nos negócios, com despesas operacionais em segundo lugar.
Ainda, 56% tiveram um impacto financeiro entre US$ 10 mil e US$ 100 mil, quase o dobro dos números de 2016. E, por fim, 48% dos operadores de data centers disseram que a perda de clientes foi uma preocupação importante após um ataque bem-sucedido.
Como se defendem
Os profissionais de rede e de segurança, que protegem o mundo conectado, vêm sendo desafiados por um ambiente de ameaças complexo e ativo, bem como por problemas relativos à escassez de pessoal qualificado.
A grande maioria (88%) dos provedores de serviços utiliza soluções inteligentes de mitigação de DDoS, e 36% usam tecnologias que automatizam essa mitigação. O maior investimento em automação de ferramentas especializadas é consequência do grande número de ataques sofridos pelas redes de provedores de serviços.
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