Intel projeta futuro com IA, PCs de nova geração e modernização de data centers

Em evento para imprensa, executivos reforçam compromisso com parceiros e clientes e revelam novas tecnologias, estudos e estratégias

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Gisselle Ruiz Lanza, vice-presidente da Intel para a América Latina, sorri em frente a uma parede com arte em grafite azul e branca que destaca a frase 'Time Azul'. Ela usa uma blusa branca de mangas compridas e está com os cabelos soltos.
Gisselle Ruiz Lanza, VP da Intel Latam. Foto: Divulgação/Intel

A Intel reuniu jornalistas em São Roque, São Paulo, no Editor’s Day para apresentar suas estratégias e lançamentos que irão nortear a atuação da companhia no Brasil e na América Latina nos próximos meses.

Sob a liderança de Gisselle Ruiz Lanza, diretora-geral para a região, a fabricante de semicondutores destacou o papel da inteligência artificial (IA) como motor de transformação e detalhou planos para renovar a base instalada de PCs, modernizar data centers e fortalecer parcerias.

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“Estamos há quase 40 anos no Brasil e, neste ano, temos objetivos claros: renovar dispositivos com IA, impulsionar a plataforma vPro no mercado corporativo, modernizar data centers e levar a IA da borda à nuvem”, afirmou Gisselle. “Também seguimos investindo em iniciativas estratégicas para novos segmentos, com destaque para a nova geração de processadores Intel Xeon.”

Entre as novidades para data centers, a executiva citou a 6ª geração do Intel Xeon, com melhorias em eficiência energética e capacidades de inferência de IA, além de novas arquiteturas como Panther Lake e Clearwater Forest, parte do processo Intel 18A, que chegará em breve ao mercado.

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Mercado de PCs tem oportunidade de renovação

Carlos Buarque, diretor de marketing da Intel Brasil, destacou que o PC vive um momento de transformação, impulsionado por tendências como a atualização para o Windows 11, o avanço dos PCs de IA com NPU integrada e o fim da vida útil de equipamentos antigos.

O potencial desse mercado é expressivo. Na América Latina, segundo estimativas de analistas, 63,2 milhões de dispositivos não são elegíveis para a atualização do Windows 11, ou cerca de metade no Brasil, um terreno fértil para a modernização do parque.

De acordo com o executivo, a combinação de inovação em hardware, modernização de infraestrutura e capacitação de parceiros será determinante para o Brasil e a América Latina aproveitarem o potencial econômico estimado pela IDC, que deverá gerar um acréscimo de US$ 19,9 trilhões ao PIB global até 2030.

A resposta da empresa para essa demanda está em novas tecnologias que chegam para revolucionar o mercado como o Intel Core Ultra Series 200V, que promete até 18% mais desempenho nos núcleos, GPU integrada mais veloz, eficiência energética até 50% maior e rendimento de IA três vezes superior à geração anterior.

IA no Brasil: confiança e desafios

Fabiano Sabatini, diretor de alianças e especialista de IoT da Intel Latam, apresentou dados de um estudo da IDC em parceria com Intel com 462 empresas no Brasil, Canadá, EUA e México sobre o apetite da região para a atualização tecnológica com foco em inteligência artificial. O levantamento mostra que 98% das companhias que adotaram IA reportaram ganhos, com média de até 49% em eficiência e produtividade.

O Brasil aparece como um dos países mais confiantes na prontidão para a IA, apesar de lacunas em infraestrutura, capacitação e condições socioeconômicas.
Entre os principais desafios, estão a falta de casos de uso claros e alinhados aos negócios; a dificuldade para estimar retorno do investimento (ROI), e as restrições na cadeia de suprimentos para recursos de computação.

A pesquisa também revelou que 55% dos dados nas empresas brasileiras já estão prontos para uso em IA e analytics, enquanto 21% ainda não iniciaram inventário de dados. Na adoção tecnológica, a IA tradicional lidera (60%), seguida por IA generativa (56%) e agentes de IA (15%).

Sabatini aproveitou o momento para apresentar recomendações para acelerar a adoção de IA nas empresas.

  1. Foco e priorização. Evite dispersão em múltiplas frentes e concentre esforços nas mais estratégicas.
  2. Escolha de parceiros estratégicos. Com afinidade à inovação e disposição para redesenho de processos.
  3. Quebra de silos de informação. Maior integração de dados para resultados mais rápidos.
  4. Apoio executivo e abordagem pragmática. Essencial para superar incertezas de ROI em casos inéditos de IA.

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Sobre o Autor

Diretora de Marketing e Conteúdo da Itaqui e editora-chefe do IT Forum, Déborah Oliveira é jornalista com mais de 17 anos de experiência na área de TI. Atuou nas redações da Computerworld, CIO e IDG Now!. É bacharel em Jornalismo, com graduação executiva em Marketing e MBA em Marketing. Em 2018, venceu o prêmio de melhor Jornalista de TI no Brasil, concedido pelo Cecom. Nos anos de 2019 e 2020, foi destaque no mesmo prêmio na categoria Telecom. É uma das autoras do livro “Da Informática à Tecnologia da Informação – Jornalistas Contam Suas Histórias”, publicado pela Reality Books em 2020.

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